quarta-feira, 15 de julho de 2009

Tudo à Mão... Outra Versão...

1.Escrever para espairecer, quantas vezes declarei este estado de espírito que norteia muitos de meus colegas de inspiração, máxime na Augusta Paulistana, palco de realizações, entardeceres consumidos de desilusões. O quanto amo a realidade poética, diversificada,ilustrada,tremenda, triste, alegre, alvissareira, não sei o que dizer mais. Mas ela me atrai, me seduz, induz ao nada. Sem soluções aparente, me pergunto de que vale a vida, fora deste horizonte, num instante perde-se tudo, sonhos acalentados, esquecidos em uma esquina cega que seca anseios certos.

2.Quanta desilusão, quanta frustração permeia a existência humana. A alma acalenta, canta e percebe quanto o mundo bom, almejado pelos poetas maiores está longe. Sem pensamentos definidos a humanidade apenas vive e não requisita o sublime, nem imprime na vida o tom sagrado. O descaso pelo ser tornou-se patente, vive-se o momento agitado do ter para demonstrar conquistas vazias que quando alcançadas jazem em cinzas frias.

3. Já corri atrás delas, confesso, a matéria instavel e colhi desilusão. Ouçam, ouçam, parem,reflitam, por favor e mudem o rumo que se pulveriza com o som de um trovão. Não escrevo para assustar o irmão, não é minha intenção, apenas relato e constato o imenso vazio, frio de minha conclusão.

4. Quisera outro mundo, regado de atenção ao semelhante, onde amanhecesse diferente, crente no autor da criação. Aqui toco o ponto da despretenciosa dissertação, temos hoje tudo à mão: tecnologia, avanço digital, alta definição, a informação em tempo real, mas a felicidade de situação esta a quilometros de distancia e não há especialista que saiba diagnosticar o mal. Isto consome o ânimo que restou em nossa imaginação. Tão bom se um mundo ciente, o calor humano presente,as alienações afastadas e as realizações concretas voltassem a pauta de  nossas intenções.

5. Esta é a fala de um poeta calejado, ovelha desgarrada do redil convencional, que antes de descer a tumba que o silenciará para sempre, deseja com sincera intenção que o vôo interrompido da humanidade seja retomado, sem tardanças e encontre condições atmosféricas favoráveis para aterrissar em um aeroporto seguro, onde o sol nasça para todos sem devaneios tortos.

Helder Chaia Alvim
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