segunda-feira, 18 de maio de 2009

O Peixe Kinguio

Solidariedade é isso, declarou-me Nishimura, entre uma conversa e outra, conta que viu um peixe da raça kinguio ajudar o irmão que tinha ficado sem uma das barbatanas e precisava ir à tona respirar. Então o companheiro de aquário, amparava e levava o outro até à superficie para renovar suas guelras de oxigênio, sem ser gênio e não almejando o aplauso da platéia, auxiliava várias vezes ao de sua espécie a continuar lutando pela existência.

História real, acontecida de fato, singela que merece ser citada em algum documentário como exemplo de camaradagem que desdobra nas miragens desta cidade. Nós somos seres humanos,será que nos preocupamos com o outro exatamente; às vezes o vemos sem barbatanas, a vida lhe atormenta, pensamos e reagimos ao contrário do peixinho camarada do aquário.

O mundo animal traz o movimento inverso, demonstra que o esforço desinteressado estabelece a beleza de um gesto ignorado, mas naquele momento decisivo para o irmão desafortunado. Ponto final, e eu que escrevo coisa banal, é um sinal que Deus existe e espera atitudes altruístas do âmago de nossa compreensão.

Peixinho kinguio, não o conheço, mas pelo seu belo gesto, estabeleço e vejo que obteve a minha condecoração, vou erigir-lhe um busto de homenagem, dizer que deixa uma mensagem de valiosa recomendação, me encoraja neste exemplo solidário na fôrça, coragem e luta para realizar na rima resoluta o que ainda tenho a sinalizar.

Vai o conto fica o alerta que a solidariedade é a medida certa para a salvação do mundo, não importa a realização se você está disposto a amparar seu irmão. Me estendo longamente, a inanição que me perdõe, passa o vento, vem a chuva o que fica mesmo é a convicção de mesmo não dispondo de duas mãos, com a barbatana resoluta, olhar ao lado e nunca esmorecer na luta, pois do nada aparece um irmão que nos acuda.
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