quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Cismações variáveis

Não me julgo diferente dos menos favorecidos. É uma variavel para não dizer dos pobres.Pois choca os ouvidos alheios, sei lá! Bom apesar de ter meu canto exíguo, não posso me ufanar de ter vencido o desafio. Deus sabe o que padeço, escrever considero um lenitivo desde o começo.A ração é precária, a perpectiva é rara. A pertinência da escrita me sustenta e alumia.

Tenho um punhado de amigos que me compreendem de fato e dizem: Poeta vá em frente que um dia seus versos surgirão na curva da estrada e encontrará neles o arrimo para seu coração.Por enquanto, o pão anda escasso, a carestia esta braba, acredite, meu amigo, que estes versos suados partiu de um poeta cismado no seu canto , amuado no meu pranto, abismado que se cala, grita forte almejando o doce norte.

Por enquanto colhe desilusão. Apesar de ter andado muitas terras, ter conhecido caladas serras,temperado palavras serenas, argumentado verdades plenas, o vazio a sua fala espera...

Se algum dia o reconhecimentoi surgir pretende com os irmãos carentes repartir o que vier. Eles lhe proporcionaram a visão de se tornar um poeta mínimo na humildade, lhe ensinaram sem dizer uma só palavra a expargir no papel o quinhão da sinceridade.

No fim que lhe aguarda se não puder mais falar, se lhe couber apenas uma dança de salão, não errará o passo, afinará no canto este quase encerrado diapasão. Voltará às ruas e com gestos, esforço incontido dirá a sua explicação:

- Tentei, amigos! Sou um poeta sem razão, me dê seu ombro amigo, acenda um cigarro, mê dê um trago,pois aqui vê seu irmão que tentou em vão mudar nossa situação.

Helder Chaia Alvim
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