quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O Pedinte de Deus

o pedinte de Deus

Antonio percorreu a estrada da perfeição e fez acontecer prodígios,
acolheu o irmão desfalecido, curou feridas sentidas d'alma.
O seu querer fundiu-se ao Eterno Ser, buscou no claustro a liberdade calma,
abraçou a ascese, alimentou o interior espírito,
entrelaçou-se à mística superior,
ao seu Deus devotou a existência,
aos pobres a bem querença.

Jovem, Santo e sonhador plainava em abismos etéreos,
onde habitam insondáveis mistérios,
na terra, a caridade foi sua marca, atraiu a si a benevolência,
porquanto escrevo estes versos e...
reconheço na adversidade a mão abençoada deste humilde frade,
de semblante grave, olhar clemente,
até hoje se faz presente no bom conselho e benção permanente.

Orador de fogo encantava as multidões,
taumaturgo dos mil perdões,
admoestava com sabedoria e determinação,
zelo e coragem foram o seu quinhão,
asceta de Cristo, devoto de sua Bendita Mãe, A Virgem Maria.
Em vida pregava aos peixes, ao pedinte estendia a mão,
mitigava no pão a fome, o espírito saciava com oração.

Seu nome é forte, luz que irradia pureza,
pai dos oprimidos, injustiçados, desesperançados,
estigma bendito, com certeza.
No Reino Lusitano sorriu para a vida,
na Casa Portuguesa, em Lisboa
viveu a infância querida.

Na Dolce Italia, ingressou na milícia de Cristo,
seguindo os passos do Poverello de Assis, convicto,
professou votos, dedicou a sua existência aos pobres,
herói muito atual, exemplo sem igual,
obediente, casto, perseverante,
na santidade tornou-se gigante,
devoto menor, ofereço a Ele este poema,
que da minha cabeça veio o tema, apenas.

Oh! Pedinte de Deus, aceite esta rogação
e na hipótese de uma eventual espera demorada,
a súplica cabal tornar-se-á redobrada
em prol destas rimas mínimas,
amigo, irmão Santo Antonio de Pádua!

Helder Tadeu Chaia Alvim


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