terça-feira, 11 de novembro de 2008

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Fluência -Demência-Persistência-Paciência, quatro pontos de um só destino!

Vida que flui, ida que se dilui, ambas alternadas de dilemas,
costuradas de sistemas, subsidiadas nos temas,
a meu ver nada mais que influências desmedidas X tolerâncias percebidas.
Assim o tempo pasa, o relógio corre e o sábio se envolve em seus devaneios nobres.
Lá na frente o mundo descobre o quanto seu coração era forte.

Sorte de muitos, tristeza de tantos, alegria de poucos, quando vivo era louco, hoje coberto de louros... Assim eu digo: tempo esquisito, benquisto, "maldito"!

Quando se verá da soleira a vida fluir de outra maneira e o bom senso voltar altaneiro.
O ponto de junção restaurado, as falas não enquadradas e a serviço da humanidade, o equilíbrio renovado, a paciência divulgada, a persistência prestigiada.

Se dependesse do Grande Poeta dos versos perdidos, talvez o mundo se esvaziasse da falsa ufania, dos apanágios existênciais, do palavreado vazio, percebesse mais a transitoriedade das
coisas, as influências inócuas, os melindres desnecessários, os ardis subliminares, enfim:
o tudo, o nada, o ter, o ser...

Visualizasse em queda livre a tão sonhada tecnologia, o materialismo virtual, o diálogo pulverizado, a tênue barreira da morte e vida, a violência requintada e no ápice de sua
deletéria tenacidade.

Ah! se um categórico não fôsse de encontro à maldade generalizada e deflagrasse potencias de
alma adormecidas, a situação se resolveria e o mundo conheceria a tão sonhada paz sem anomalias.

Helder Chaia Alvim
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