quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Uma prosa amena com Emérito Cacunda

               O  gigante na era da ‘desação’

1.       Devia para ser e não foi...  me confidenciou Emérito Cacunda, um homem sábio, simples e perspicaz, e foi falando seu diapasão ‘ostro ‘ dia em um bar da augusta paulistana, próximo à rua consolação e que encantou meus ouvidos cansados de ares poluídos de um tempo ‘desacionado’  por tantas notícias ruins e atos de uma probidade duvidosa no que tange à politica doméstica da republica federativa do Brasil.

2.       – Porque, poeta, que gente estudada, diplomada ou guindada ao poder deixou chegar a esta situação díspar, de uma incongruência avassaladora, isenta de rumos certos? Porque tanta maldade deliberada? Porque tantas ações desastrosas? Porque tanta corrupção, porque tantas verbas publicadas embolsadas na calada da noite ou em plena luz do dia? Tantos porquês, se fosse relacioná-los todos, acho que este espaço interativo do Blogger Google seria exíguo demais.

3.       Até o profeta Jeremias do alto de sua clarividência iria soltar aís de interjeições, pois atos ilícitos acontecem de uma maneira pseudo institucionalizada e bem na barba dos eleitores, que em tese deveriam ser representados e na prática não o são devidamente.

4.       A inspiração momentânea de Emérito seguiu seu pensamento e fui com ele num crescente alimando suas palavras de citadino digno e que demonstrava que sabia o que dizia...

5.       Vez por outra, pausava e fitava o infinito, sorria um riso preso e sussurrava sua indignação peremptória. Pois um povo tão cordato, gentil, hospitaleiro não merecia isto, esta cascata de corrupção e desacertos que acabará por quebrar o gigante ao meio, e roubar de seus filhos a esperança de dias melhores para sua imensa prole, que hoje cifra em torno de 207 milhões de brasileiros.

6.       Não entendo, amigo porque a opinião pública que acorreu às ruas soberanas em junho do ano passado hoje está como anestesiada. . Será porque sopraram os ventos da discórdia política? Ou então ao léu sem chapéu desistiram de lutar civicamente  em prol do ideal de pátria livre, autodeterminada e focada inteiramente no bem comum maior inerente a todos os brasileiros indistintamente.

7.       Mas Deus existe e não faz nada pela metade, sei que vai soprar a brasa que ainda fumega e  inspirar ao gigante um hálito fresco de renovação democrática e total par o bem do povo e a felicidade de um novo tempo empírico, anímico e sustentável.

8.       Não lhes faltará o norte, pois o grito forte das ruas soberanas já se fez ouvir e a retomada do sonho latente de liberdade responsável ainda pulsa em seu coração de brasilidade.

9.       - Tempos vazios de sentido, meu amigo Emérito Cacunda? – Acho que não! Pois o brasileiro pacato, povo simples das ruas é intuitivo e saberá congregar esforços dentro da lei e da ordem constitucionais e fazer valer sua voz, seus direitos e sua razão maior de bem comum.

10.   Enquanto isso ele continuará idealizando a seu modo mundos, nós, versos, e todos juntos em ação para mudar os rumos da bela nação brasileira e fazer cessar a grande desação que ora a envolve com braços de ferro e pés de barro. Raios descendentes e conectantes assombram a res publica bar zileira da precificação. A somatização é iminente e os sintomas  disfuncionais  são patentes. Ah! Brazil quão longe dista da ordem anímico empírica ideal, aquela que traz a identidade perfeita entre o céu dos anjos e a terra dos homens.

11. Para além destes dias afônicos, conturbados e fora de jeito, quando pululam noticias tristes e fatos desabonadores do fazer politico, do descaso com a população, com a ausência total de segurança, saúde, cultura e educação, quando o superavit do faz de conta predomina a preleção dos detentores do poder, aliás legitimados pelo voto das urnas soberanas, um anseio geral de mudança paira sobre a nação canarinha, país de sonho latente, extensão territorial, riquezas in fieri, potencial in natura artis e tudo o mais!

12. Então cabe afirmar que encontra-se em aberto a grande sustentação da alma brasileira, condição sem a qual a pátria amada, não ocupará seu lugar de direito no concerto das nações, não desenvolverá até o máximo de sua capacidade produtiva, intelectual e moral seus desígnios de nação livre e soberana.

13. Assim se expressou Emérito Cacunda, deu uma gostosa baforada em seu cachimbo de fumo alpino e se despediu deste que anotou a prosa; depois vestiu seu casaco, colocou o chapéu de prada e desapareceu numa esquina de um dia qualquer...

Helder Tadeu Chaia Alvim
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