quinta-feira, 14 de maio de 2009

Maré, maré

E o engraxate apareceu,em seguida, disse: Seu moço, um trato no sapato? -Quanto é? Perguntei -2 reais -tá bom, vá lá!

Primeiro a água torneiral tirando a poeira,  e a zoeira na rua augusta era geral,no noticiário o Papa em Jerusalém criticado, coitado sem razão Ele é de Paz, sua batina e seu perfil indicam quer um mundo melhor de prece,parece.

E nós em São Paulo construtiva assuntando o ambiente, vamos nessa! 10 engraxadas por dia, o Marcelo comunica ao todo 20 reais mensais 600 se a maré ajudar...

E ele capricha, esfrega a flanela dá os retoques finais bate na caixa a senha para o freguêz colocar o outro pé, pois zé o bom moço acaba seu ofício recebe o benefício e a caixinha magrinha de 70 centavos.

Toma uma pinga, acende um cigarro e vai prá longe cuidar do prejuízo,era preciso, antes sentou na cadeira do bar bilhar conversou, riu, falou de futebol... É Flamenguista carioca, nada mal!

É, se sentiu digno de pagar o serviço demorou um pouco, mais uma pinga seu moço, fazer o que, essa se pendura depois foi embora à caça de lustrar mais sapatos,um dia a realidade muda prá nois sem nóis nem que for na muda poesia de uma esquina vazia,

De um suspiro sem preço esmoreço, pego a caneta que desliza a noite inteira,amanhã cedinho tenho uma entrevista, apareceu um editor que gostou da logomarca 365 dias de poesia. Há quem faça? Valdeci jura que o poeta consegue diz: Ele merece!


Helder Chaia Alvim
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