quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Pausas pausadas x pautas pautadas

os arredores de uma cidade que não existe...

Noites frias, vazias de sentido, acho que não! São apenas intervalos, se não me engano,arcanos que vão e vem, se você não tem o que discorrer para espairecer,ao amanhecer, ao entardecer de nossas idas e vindas neste mundo vividas, perseguindo,seguindo um grande caminho.


Uns ao léu, sem chapéu, outros na luta, labuta, quem sabe um tanto biruta de um ideal fugidio, escorregadio,talvez, ou ao invés no ouro desdouro de um mundo sumidouro.Ao acordar, divagar,ao levantar apressado, içado ao trabalho, no malho sem alho, com pressa, sem pressa, impensado, folgado sem sábados e feriados.


São coisas que se aprende, desprende, entende, compreende sem lente, se enche sem enchente, se sente ciente, paciente, sem mente, usualmente, vulgarmente.Comumente se diz, me fiz aprendiz, sem giz, nem pis, sem carteira, nem eira, nem beira e ribanceira. Sobranceiro, costumeiro, escrevendo o que quiz.


O que me diz sem dizer, diga sem esmorecer e desvanecer. Sem devaneios ou rodeios, somos amigos sem rodopios, vivemos sem assobios, sonhamos de olhos abertos, despertos, abrimos nossas mentes para um sonho certo.


Pausas pausadas, pautas pautadas, vidas vividas, ideais idealizados, sonhos sonhados,resumo e sumo neste valo sem intervalo.


Noites frias,vazias de sentido,acho que não. Nela  idealizamos mundos, mudamos os rumos de um universo em versos.Ou quem sabe somos personagens de um romance que não foi escrito,os arredores de uma cidade que não existe, se você persiste e não desiste nunca de sonhar...

ah! as certezas pertencem aos práticos... as dúvidas aos poetas. '  Poderia o ser humano entender minuto após minuto o sentido da existência? - Não só os santos e os poetas talvez um pouco...' 
Para ser santo, a estrita observância do saltério de dez cordas os aguardam, aos poetas a inspiração, aquela que já teve um pé na helênica pátria, que conheceu gregos e fenícios lá no ínício de sua jornada...

Helder Tadeu Chaia Alvim
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