sexta-feira, 31 de maio de 2013

a quintessência do entonces...

a quintessência do entonces...
1. Ainda nesta terra de desilusões, lágrimas sentidas florescerá a Rosa Mística, se sentirá o seu perfume melífluo do 'Fiat', em toda a abrangência do querer divino, em toda a confluência de ações meritórias.

2. A paz nascerá, o corpo conjugará as potências, a alma estará no olhar, a fraqueza será forte, a fé transportará montanhas, a esperança se consolidará e a caridade se tornará uma instituição.

3. Visão de um poeta mínimo? Nem tanto, já fora escrito anteriormente, o J não se desviará do prumo, eu presumo que muitos crerão, quando o arcano chegar e desenrolar o pergaminho do tempo, terá lugar nesta terra uma aquiescência coletiva ao 'Bem Maior!

4. Vamos passo a passo, esta era a que me refiro marcará o ponteiro e pontuará a quintessência do paraíso perdido. E todo  o passado, incluindo o da alta definição, da notícia em tempo real e dos 'milagres da tecnologia, se assemelhará a palha perante ao futuro presente.

5. Duvido que duvidarão do que está por vir, novos céus, nova terra, passada a comoção, o Amor ditará, sem se impor jamais, as normas do coração.

6. E aí, olhando à nossa volta, o ambiente denota um paradoxo irreversível, e poucos são os que aquilatam toda a extensão do abismo que se abre bem em frente dos olhos cansados da humanidade universal.

7. - Então, poeta das rimas de aparência desconexas, como se sucederá entonces, em que asa arcana apoia seu parecer? - Perguntas estas que demonstram preocupação, pois somos seres sociais e a frustração bate a todo instante em nossa porta e o mundo ideal das certezas empíricas se distancia à léguas do que a sociedade em um todo deveria ser.

8. Uma sociedade falida em vários aspectos, que sequer reflete em sua existência, que aceita passiva a corrupção, a violência, que não cultiva o calor humano, que só olha para seu umbigo, que cultua o hedonismo a mais não poder, que faz do consumo a razão de ser de sua felicidade, que assiste anestesiada migrar para a política defecções espantosas.

9. Pensando juntos vamos chegar a uma conclusão de consenso que só uma aliança forte com o supremo Bem, um olhar coletivo diferente repensando claramente a situação, uma solidariedade plena poderá fechar completamente o dique trincado, senão fora assim. mais dias, menos dias,  a ruína do nosso tempo, será a nossa própria ruína.

10.As fórmulas científicas de sociologia não existem, as teorias socialistas fracassaram em uma prática perversa do mando pelo mando,o capital está desgastado, restou o melhor: a fé, 'grande suplemento, para os sentidos completar!' 

11. Na era das catacumbas de Roma altiva,  Nero vigiava o império com olhos de lince, e não conseguiu impedir o florescimento da religião do Nazareno, e os próprios pagãos comentavam: 'vejam como eles se amam!'

12. Pronto, baseado na história universal vemos que toda vez que a humanidade cria juízo e se move sob o preceito do Amor, coisas maravilhosas acontecem e as pedras de tropeço são afastadas num átimo de tempo. Toda a vez que  ela reconhece a grandeza do Criador e vive conforme sua lei de sabedoria tudo se encaixa como luva.

13. Do número da sorte treze vou ficando por aqui, espero que estas reflexões que fizemos juntos sirva para estreitar nossos laços sagrados de amizade, aliás nesta cidade tão bela, que traz um ar pardacento e não isento de sobressaltos, mas repleta de mil lições.


Helder Tadeu Chaia Alvim
São Paulo, trinta  de maio de dois mil e treze,
Festa de Corphus Cristhi










terça-feira, 28 de maio de 2013

o sintoniza x o antoniza

o sintoniza x o antoniza
o sintoniza x o antoniza
1. Entre diferenças e semelhanças vamos pegando no tranco para escrever mais uma postagem no mês das flores, maio dos sabores e frio sem cores. Em meio aos caos quase final de uma época onde pululam noticias tristes, desencontradas, da maldade institucionalizada, onde tantos que não vão na onda fácil e quebradiça se perguntam: será o acorde final da terra?

2. De quebra, o movimento deste desgoverno interno e externo por que passa o gênero humano tem sua origem no anjo decaído e com a mãozinha das paixões não atreladas à razão, ele se congestiona e de pequenas em pequenas crises existenciais o montante absurdo se apresenta cotidianamente e apavora minha simploriedade, e o jão não encontra explicação plausível e nem enxerga solução.

3. Haja espaço, cansaço, papel em branco no aguardo da gesta simples de expor versos, na tentativa quase vã de minimizar aos meus chegados os pavores da situação enunciada, tema de nossas conversas variadas, e no aguardo da anotação, mais na frente surge a tão suspirada 'dissertação' rolada  levemente nos entornos da inspiração.

4. Tudo se passa no imprevisto, sem data marcada, pois sempre se tem de grátis o infinito para assuntar à moda de limar o juízo na interação e degustação das rimas, deduzindo o que elas oferecem ao parnaso das intenções sinceras.

5. Sem tema definido o poeta cria seus versos no exercício prazeroso da escrita melodia, conjuga as letras espairecendo na companhia delas, aparecendo na amurada singela de sua face. Pode parecer de somenos importância para alguns desatentos não afeitos à beleza de suas interjeições, mas aos amantes da poesia pura tudo se transforma em rima, fria ou quente dependendo do humor, aleite e momento exatamente.

6. Me vejo envolvido na inflexão, os minutos correm, a inquietação momentânea aparece e move o concreto e o abstrato na mesma direção, a reflexão aparece para a inter ação do ponto em questão, e o repente se enche, ciente de satisfação.

7. Oh! Deus, arquiteto das palavras, me auxilie  na soleira desta madrugada fria de maio a encontrar as palavras assemelhadas..., enquanto muitos dormem um sono prolongado para acordar às vésperas de sua última viagem, me encontro virando para o canto de minha emoção incerta, no bocejo insone quase matinal, o relógio da Igreja do Outeiro do Divino anuncia ser 4 horas da manhã.

8. Enquanto alguns poucos arriscam as ruas da solidão, por aqui vou ficando sintonizando hoje uma cantiga amarga da realidade de meus irmãos, almejando que os antônimos se afastem da sociedade e a verdadeira saciedade apareça aos borbotões. Ela já existe e um monte de versos seriam insuficientes para descrever sua beleza, abastança e tudo o mais que ofereça.


9. Ela emana de um Grande Ser, de melodia divina, o arquiteto das palavras por excelência, maestro das criações, senhor das monções, interlocutor das emoções que à luz  chamou  o caos do começo e na sua visão  perfeita desenhou ordenações magníficas, pintou nele cores diversas, aquelas que não esmaecem com o tempo e uso indevidos. Duvido que um homem possa entender toda a amplitude de sua providência, toda magnitude de sua clarividência.


10. Os versos talvez consigam entrar um pouco no seu universo e ver que no prejuízo açambarcado da hora presente poderá surgir a restauração completa da moldura trincada, o desejo sincero de renovação para si e a mãe terra quase devastada pelo lucro e ambição.


11. E na beleza intrínseca de sua liberalidade, Deus que ama a humanidade, que não quebra a aliança poderá soprar alguma mecha que ainda fumega em algum canto escondido do planeta, e não sei como operar a obra de fazer palpitar a chama da esperança que ainda fumega em algum coração fiel.


12. E ela será a alavanca para o melhor, ainda não saboreado, resta saber se o livre e solto arbítrio vai continuar obstruindo sua chegada e se algum fato novo que poderá virar o jogo e o bem vença totalmente o mal. A não pensar assim, a vida se angustia e estreita sem saída, mas analisando as gerações e tudo o que ficou para trás, vê-se claramente que a hora, o tempo e os desejos de Deus não são os do homem.


13. O sinal, sim o sinal desta nova era está no interior da alma. Quando ajuizados os ponteiros, os cômputos do tempo finalizados, a sintonia perfeita entre criador e criatura escreverá a página original da história, sem rasuras, reticências. Da diversidade do universo em sua unidade benfazeja nascerá um novo sol para aquentar as cabeças 'tontas' destas eternas crianças grandes, então elas se darão conta que existe um 'Bem Maior'.


14. Quem anda cedo bebe água limpa - canta o adágio popular - o gênio de Cartago, Agostinho de Hipona bradou um dia em África bendita: ''...tarde te encontrei oh! beleza sempre antiga e sempre nova... tarde te busquei!'. Não é de verdades científicas que fala, mas a alusão torna-se clara e insofismável, de uma vida, de uma alma, de uma eternidade. O que ele profere com magistral ansiedade vale para mim também, para todos os homens, inseridos que estamos na realidade da existência de Deus, autor da criação e fim último de todas as criaturas.

15. Por mais que não pareça, Ele está presente, está mais próximo do que imaginamos, sua presença onisciente e onipotente sustenta o universo e cada detalhe de tudo o que se move e existe, desde o fio da cabeça tonta do homem, até a evolução simétrica dos astros e átomos escondidos.

16. ' Em Deus estamos, em Deus nos movemos' exclama Paulo de Tarso, Ele sempre esteve presente na movimentação das eras, desde nossos primeiros pais até os dias que correm para o abismo dos desencontros e maldades hodiernas, sempre existiu e vai existir sempre e o que Ele mais deseja em sua bondade infinita é nos ver livres da peia do anjo decaído, preservados da 'fritura eterna' e nos introduzir em sua companhia, e a dos anjos e santos nas esferas empíricas do céu.

17. Irmãos meus, viver na terra é bom, mas é um detalhe que passa ao cabo de 80 e 90 anos, o que vier depois disso é lucro espiritual de 1ª grandeza e para sempre. Então porque não fazer daqui uma ante câmara suave da outra vida? 

18. Ingredientes temos de sobra, a natureza generosa, o firmamento de astros grandiosos em constante evolução, e mais do que isso, o coração inquieto, para cultivar a paz, a harmonia, a verdadeira fraternidade universal, basta querer!

19. Ser livre! oh! diferente do jargão de hoje em dia, significa algo transcendental e incomensurável, ser feliz é usar de todas as potências do corpo e espírito para o bem para o proveito correto de si e de outrem. Na era da alta definição tecnológica, da ressonância magnética, dos neutrinos e nióbios quânticos, um motivo a mais temos para acreditar em Deus, pois in fieri dotou o homem de inteligência suficiente para alcançar estes avanços inomináveis. 

20. Resta saber que aplicação fazem de suas faculdades cognitivas, que ações imprimem em face destas expressões de sabedoria. Deixo-os com a poesia singela do calor e abraço pois a água limpa nos espera!

Helder Tadeu Chaia Alvim 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Gigante que dormia na curva do rio...

O Gigante que dormia na curva do rio                            
1. Ah! o Brasil que amamos, que nasceu à sombra da árvore da vida em que rumos encetou? Não certamente naquele que um dia o Príncipe da Paz imprimiu suavemente na terra sob o bafejo sagrado da Virgem de Nazaré. Se iguala mais aos rumos do império decadente dos Césares Romanos, ao clássico: ‘panem et circenses’ ao regalar hoje o consumo, os modismos, a ausência de cultura e calor humano.

> Em São Paulo assistimos uma Virada Cultural que não virou, teve até Senador da República assaltado em seus pertences... A coisa está séria e o markenting cultural não está resolvendo os anseios maiores da moçada... A meu ver o que realmente há mister é de políticas públicas que contemplem durante os 365 dias do ano integralmente os artistas de rua, poetas, artesãos, músicos, escritores, artistas plásticos, etc., numa bem estruturada ação e- arte e não esta - apesar da boa intenção - aglomeração perigosa em que põe em risco a vida dos cidadãos do bem.


2. Sob o jugo anestesiante do ter em prejuízo de ser uma grande nação, solidária, equânime com suas contas publicas em dia, sem este assistencialismo de cabresto, sem esta violência crassa, sem esta disjunção entre o pensamento e a prática, sem esta empreitada exaustiva nas passarelas fashion da realidade editada.

3. A Grécia de Sócrates um dia esboroou na dicotomia entre ação e lógica; Roma altiva implodiu sua gente nas sombras do mundo bárbaro e nem o grande senador Cícero conseguiu obstar seu declínio. Em tudo e por tudo nossa era não difere ‘destroutras’ quando a  democracia de uma sucumbiu ante a ambição do mando ou sob a bota de Títeres laureados, destoa sim a não ser pela amplificação dos bytes vigiados a serviço de uma política deficiente e fora do eixo constitucional que ameaça constantemente o equilíbrio e autonomia dos três poderes constituídos.


4. Em tudo e por tudo a verossimelhança entre a ‘pax romana’ e a res publica bar zileira se apresenta símile, à situação psicológica que pregou o Justo sob a ovação da turba multa, impulsionada pelo conluio sinedriano na lendária e santa Jerusalém do ano 33 da era cristã, com uma agravante que estamos no reino da alta definição nióbica que transforma seres humanos em máquinas anômalas e cilício em cérebros pensantes.


5. Pesar a mão na escrita de pouco adianta, apelar para a noção de bom senso não resolve e sequer encontram ressonância natural neste imenso país continente de riquezas 'indefinidamente' in vitro, de poder e charme esbanjados à custa do erário em contraposição ao senso comum, onde o fazer público se antoniza com o povo que o elegeu. Os anseios de unidade nacional e brasilidade como queriam Gilberto Freire e Mauá se esboroam nos muros não  representativos da atualidade brasileira. Para que? Porque? Soem acontecer desta forma, não o sei exatamente, talvez Lampedusa esclareça: ‘... para que as coisas permaneçam como estão, é preciso que tudo mude...’ Será? Serão? Em face da realidade atual, eu passo!

6. Ante os cordéis da fama agitados na azáfama do momento fútil tudo é possível, imprevisível, enredos montados, passíveis de acordos; pautas e mais pautas preenchidas pela voracidade dos interesses partidários fazem escola e impedem ao Brasil de decolar para seu destino de verdadeira grandeza pátria no conce
6 rto das nações.

7. Ao andar pelas ruas da metrópole paulista ( termômetro inconteste da situação doméstica) tem-se a impressão de ver gente que anoitece e não amanhece, gente faminta de pão espiritual, gente desnuda no seu corte à carácter, gente carente de conceitos empiristas e desapracatada em seu recato concretista, gente ativa em potencial, muitas vezes quedada em seu canto desativado, sobrecarregada pelas contas a pagar, desalentada em seu seio familiar, e descartável no que tange aos aspectos financeiros.

8. Gente que a sorte contrária condenou ao invisível de sua condição outrora pujante, gente batendo o prego sem estopa e envolta sem perceber numa vida surreal, presa a conceitos ditos modernos, mas que guardam em seu bojo o inferno existencial, gente sensata que na exata medida de suas conveniências se isola em seu ‘infinito particular ‘, esquecida da alma aquecida na cultura e prece correta. 

9. Muita gente, gente de todo o quilate humano, diversa, simpática, inteligente, sóbria, simples, empoada, introspectiva, espontânea, sombria, triste, alegre, comedida, louca, irmã, gente acelerada para não saber aonde ir, gente apressada em sua evolução neutrina, gente imprensada cantando a beleza da vida a plenos pulmões, gente poética, lírica, patética, gente a esgrimar com o tempo, o relógio e a agenda, gente a se refugiar nos smartphones, a saciar sua sede de futilidades nas redes sociais yotubeanas.

@ Gente andando de bicicleta, a pé, de moto, carro e caminhão, avião e ônibus nesta imensa e complexa cidade nação onde a vida passa de repente, às vezes com silvos de serpente e o tempo agigantado não espera e pela janela vi nuvens diversas, ao acaso dispersas, inversa de dores, de sabores perplexas.


10. Muitas realidades presenciei, infindas solidariedades vivenciei, de um povo sofrido, desapercebido talvez, no revés forte e constante, de planos periclitantes, cambaleantes de anos, sem falar dos desenganos numa extensa e rica metrópole de diversidades mil.


11. Vi gente misteriosa, desnuda, muda, atenciosa, laboriosa se quiser, se puder, silenciosa, sequer talentosa com as quais meus sonhos de mundo bom compartilhei... Com tudo isto chegar ao fim e um não valer por um sim a verdadeira rosa vai desabrochar com perfume de jasmim, afinal por sinal dos tempos a Grande Arte vai chegar!


12. Isto tudo eu vislumbrei pelos olhos dos homens simples do povo e esta gente gritava um grito forte que ensurdeceu a nação canarinha e diziam na amplitude de todos os lugares: - Acorde gigante Father de seu sono letárgico e pese bem o que realmente quer para si e sua geração de filhos devotados. E ele dormia um sono solto intercalado de pesadelos, pude perceber sua respiração ofegante. Em determinado momento seus tremores cessaram, passou para um ritmo suave, balbuciou alguns sons ininteligíveis, abriu os olhos e no seu olhar pude ver coisas que não sei contar e  palavras mais bem arranjadas não saberiam exprimir corretamente.

@ E uma série de intuições passaram em minha retina de uma só vez, eu vi o esforço de Nóbrega e Anchieta e sua fé conjunta na terra iluminada de Santa Cruz; eu vi Mem de Sá e sua épica jornada; a guerra e destemor de Arariboia e seus feitos marcantes a favor do Brasil Colonia; Bernardes e Vieira, ambos em sua oratória primorosa discorrer sobre o destino promissor reservado à jovem nação; vi a sorte de Antonio Conselheiro sua luta e prece, e depois  receber da mãe pátria, açoites, canhões e morte; a azáfama e missão de Mauá e Taunay, com visões de  além época; as andanças categóricas de Euclides e o sertão em riste de resistência. 


@ Eu vi nesta imensa amplidão um chão povoado de feitos, glórias, conquistas, tristezas, amanheceres consumidos de arranjos derradeiros, cruzeiros iluminados, procissões do divino e o terço da santa ser desfiado por mãos de esperança e devoções de reza forte.


13. Eu vi nestes olhares de fé singela tantas coisas, atos puros de tantos brasileiros a alumiar o terreirão  na lua cheia de um Brasil primevo. Vi a bondade de D. Izabel e seu coração redentor, a inteireza de carácter; genialidade, parcimônia, e  inteligência de Pedro II, o primeiro e único monarca que amou, viveu, morreu pela pátria amada e idolatrada e soube durante seu reinado gerir o reino brasileiro com equidade, amor, justiça e paz.


14. Eu vi a santidade  de Frei Galvão, a clarividência de sua fala e suas obras meritórias a favor dos deserdados da sorte, a sua fé inabalável na Providência Divina; pude saborear o lirismo de Cora, Cecília e Clarice, mulheres fortes a nos indicar o norte da beleza feminina, muito antes do feminismo crasso.


15. Eu vi Graciliano limar sua caneta na áspera e contundente escrita; vi Gilberto Freyre ensaiar sua magistral antologia remissiva de inigualável  contexto histórico, social e antropológico, com riquezas de detalhes e profundeza de pensamento; eu vi a moto serra devastando matas, a bio diversidade em mãos erradas, o ouro, estanho e esmeraldas berganhadas a preço de vidas humanas e na boleia do caminhão muitos sonhos do eldorado naufragados na cidade grande.

16. Eu vi o irmão em senzalas, vindo desterrado da vizinha Mãe África de todas as cores, vi de um lado trabalho escravo e de outro muita consideração e na pena de Castro Alves visitei os porões da vergonha em mar e terra sem vitória. Eu vi o sabiá na laranjeira ensaiar seu mavioso concerto matinal; o ipê amarelo representar a inteireza da beleza brasileira; o machado ferindo impiedosamente o jequitibá; a seriema ruidosa; o joão de barro arquiteto dos seus sonhos ao lado da amada na sua amurada de barro fresco; o fôlego do colono, os casamentos em maio florido, a festa da padroeira no arraial da santa.


@ Vi o doutor Zerbini, Carlos Chagas, camaradas da saúde modelar intuindo rumos, difundindo conhecimentos na eficácia de tratamentos espetaculares; eu vi o coração de Tancredo estudar rumos diferentes; eu vi e friso novamente tanta gente em potencial claro e insofismável de um Brasil unido a acreditar na sua gente, eu vi policia atrás de gente na ditadura inclemente, vi a abertura em caras pintadas, e as pitadas de corrupção intestina na república de nossos dias. Eu vi a descrença dos brasileiros, muita ideologia a serviço de poucos privilegiados, muito tesouro nacional  ser açambarcado nas tratativas da politicagem sem noção.


17. Eu vi os acordes maravilhosos de Milton Nascimento cantando o Brasil brasileiro por inteiro e Emílio Santiago   'ferindo' a fimbria do sentimento na afinidade de sua voz sem igual. Eu vi Airton Sena correr na amplidão de nossas conquistas com a pertinácia de um herói, eu vi o parlamentar Plínio Correa lutar pelos valores da Civilização Cristã in Terra Brasilis, revestido de  denodo e resolução de um santo e patriota, vi em seu caráter aliar-se num só lugar fé, razão e devoção.


18. Então surpreso eu vi o Gigante Father se levantando, esfregando bem seus olhos de anil e clareando as águas turvas com o elixir da fé, compostura e determinação e de pé na curva do rio da sua história tocava um acorde diferente e na beleza intrínseca de sua nova performance vi que salvaria a si mesmo e seus mais de duzentos milhões de filhos. 

19. E eu vi o tempo soberano, no acalando de seu cântico novo, revestido de brasilidade se achegando para acertar o curso do rio que um dia passou pelo coração de Deus. Eu vi outros tantos gigantes frathers se multiplicando e o mundo das certezas empíricas se concretizando para o bem do novo e felicidade da nação de abastança geral. Eu vi um enorme ralo dragando tudo que não tinha a ressonância do bem, tudo que era contrario a harmonia e a paz social.

20. Dirá o cético serem desencontradas estas palavras escritas ao amanhecer de um dia de maio frio. Tanto faz como tanto fez, apesar de respeitar seu ponto de vista, constatei que a dúvida, para não dizer descrença no sobrenatural pode prevalecer na mente do homem, no entanto ‘per si et in rebus’, o evangelista João dissera no prólogo de seu livro inspirado pelo Espírito Paráclito que o Verbo in principio pairara sobre todas as coisas e na sua essência divina conhece o passado, futuro e presente e este mesmo Verbo veio habitar entre nós.


21. Deduz-se da Profecia Joanina acima que o 'topos noetós'  rege o movimento desde os primórdios e não foi à toa sua peregrinação e sua chegada abriu o leque para uma transformação histórica inegável e de proporção universal plena, válida para todos os séculos até o cair da última folha e o secar da derradeira fonte na terra dos homens. 


22. E o Batista, ‘maior homem nascido de mulher’ em sua prédica prediz também a evolução simétrica de um Deus humanado, sua abrangência transcendental onde o querer e fazer humano, a fímbria dos corações, o cabelo de suas cabeças, às vezes empoadas, estão em suas mãos.


23. Infere-se naturalmente que entre os descaminhos desta era de trevas, a humanidade ruma inexoravelmente para a era do Pater quando as veredas serão concertadas pelo Autor da Criação, e o quadro com seus contornos sutis e diáfanos totalmente restaurado, a paz e a harmonia universais entronizadas e o pó que anda poderá finalmente suspirar pelas plagas empíricas de anilina eternas, aquela que nem os ladrões e muito menos as traças do egoismo abocanham para si.

24. Ainda nesta terra de ilusões a Luz Plena da Janua Caellis aparecerá e fustigará os caniços quebradiços das revisões sensoriais e tudo se tornará claro como o sol do meio dia, cristalino qual as decisões sobrenaturais e quem viver neste tempo dirá: - Sim, eu fico para presenciar um novo mundo baseado no calor humano, na fraternal convivência entre os povos e nações. E inserido neste nova realidade mundial  estará o Brasil da diversidade na unidade.


25. Então o Gigante Father esboçou um largo sorriso, ( E FOI ME PERMITIDO VER SUA GRANDEZA EM POTENCIAL), Ele me olhou com bondade de  confidenciou: - Poeta de nada, não se avexe, pois não fora Deus que criara o mundo do nada! Ah! Poeta amigo das rimas desconexas, eu fico para realizar o ‘fiat voluntas’ ponto por ponto até ao anoitecer dos séculos quando serei julgado pelo Amor! Quanto a ti, filii mii, eu lhe concedo o tempo suficiente e as condições módicas para atravessar as 7 cachoeiras que em sonhos desejou...

26. Acordei, confesso sobressaltado no meio da madrugada, e me pus a anotar ponto por ponto o que acabei de relatar. Disse o que disse na embolada destas linhas, no afã confessado de mudanças verdadeiras nas andanças deste Brasil que amamos com todas as veras de nosso coração mínimo, que somado aos desejos bons da maioria, a cidadania seja fato concreto em meio à abstração deste povo que guarda reservas de  generosidade e bondade para um futuro próximo, dado os cômputos descritos.

27. Tenho presente na minha ingenuidade tola de poeta que as fábulas continuarão trazendo notícias outras, tortas, caóticas, como sói acontece hoje, pirando as mentes enxutas e alastrando o pessimismo sem rumos aparentes. O nevoeiro denso e asfixiante da espera envolve cabeças togadas, magistrados, homens simples do povo, políticos conscientes de seu dever pátrio e toda a camada laboriosa da população brasileira, e a pergunta vai e volta sem resposta: E nós aonde vamos parar...


28. Ah! Posso afirmar que a espera será longa ou menos, atrelada que está ao nosso desejo de transformação sincera e total. Quando o ser humano resolve se abrir para a monção correta as pedras se afastam, os rios soberanos se encontram, a dúvida se encurta, a luz afugenta as trevas, os pássaros dos sentimentos voltam a enxergar o caminho e as rimas, ora as rimas continuam e continuam a perscrutar unidas os abismos sem casuísmos até contemplarem o grande e esperado encontro entre o concreto e o abstrato à partir da ótica inerrável, inefável e inenarrável do Grande Ser, que poucos conhecem, mas cuja a glória a natureza, o firmamento e os segredos arcanos cantam sem cessar...

29. Pelos critérios do Senhor do tempo, o porvir da Rosa se dará, após as tristezas do tempo... então se verá nuvens diversas, ao acaso dispersas, repleta de cores, semeada de favores, a rosa que o vento balança é rosa cor de rosa, rosa flor, rosa amor, há mais beleza que tristeza ou solidão, e o vento sopra forte no sertão, traz a sorte ou traz a morte ou então só ilusão...

30. Em tudo e por tudo  o que não tiver as bases no coração de uma Rosa Mística  por Deus escolhida, sempre virgem, não encontrará lastro no projeto de Deus. Lembre-se disso e quando bater aquela desolação incipiente, esquente a mente no poder daquela que sozinha enfrentou o principio do mal e conseguiu corroborar magnificamente com  plano da salvação do gênero humano e seu fiat se tornou a melhor noticia, a mais doce, auspiciosa, bela e suave de todos os tempos.

Helder Tadeu Chaia Alvim
abraços de união galera do bem!
São Paulo 22/05/2013





segunda-feira, 15 de abril de 2013

terça-feira, 9 de abril de 2013

imago x similitudine

                                   Manifesto mesa de todos
imago x similitudine 

1. A situação anda tresloucada na res publica bar zileira. Salta aos olhos ao observador comum, e não é mister grande esforço de concentração para se ter uma visão crua e  nua da realidade brasileira. Converso com muita gente durante o dia, ora por força do hábito, ora pelo meu ofício prazeroso de continuo numa empresa de seguros por mais de 28 anos ininterruptos, também e sobretudo na mesa de bar com os poetas do guardanapo que em meio ao borborinho da augusta paulistana insone trazem observações valiosas a estas rimas e ao seu autor.

2. Ao relatar o que se segue bebi na fonte intuitiva daquelas pessoas de bom senso e que almejam o mundo bom das certezas empíricas para si, sua família,  cidade, estado e país de povo generoso,  afeito à observação de um olhar.

3. E vamos sentando a pua sem pestanejar, 'a vida é curta'como cantava o saudoso Tim Maia, e nessa fugacidade baseamos nossas palavras mínimas para que o irmão sorva nelas o máximo de aproveitamento colegiado.

4. Mensalidades da política, carestia nos mercados, violência e drogas generalizadas, desencontros, loteamento das possessões divinas, ausência de calor humano, tudo de perna para o ar. A que serve esta situação? Com certeza está nas antípodas dos desejos primevos do grande Artífice do universo, daquele que poucos conhecem, mas cuja a gloria a natureza canta dia, tardes e noites sem cessar.

5. Todas estas ações desordenadas servem ao intuito do anjo decaído que quer instaurar o contraponto da ordem ideal e sacudir  a nação de Nóbrega e Anchieta e fazê-la sossobrar invariavelmente sem ter externado em atos profícuos suas potencias adormecidas de gigante.

6. Querem aniquilar um povo? Minem sua capacidade de admirar o belo e o pulcro e o resto seguirá o caminho da maldade no caos em ebulição. Os fins justificarão os meios tenebrosos empregados e a ânsia de aparecer vai sobrepujar qualquer movimento de calor, solidariedade e harmonia social, o gostinho do poder vai alimentar paladares insaciáveis e tudo o mais. Já assistimos na nação Brasil num passado recente este filme ser rodado a exaustão.

7. Agora estádios estão sendo construídos a peso de ouro, as rodovias e ferrovias centro norte abandonadas, a saúde pública sucateada, verbas e mais verbas desviadas, um estado assistencialista, gente que confisca, gente que compra eleição, gente que não sabe o que está acontecendo. O estado neo liberal gerou de tudo e agora ensaia vomitar numa indigestão tamanha que dá náuseas só em pensar.Haja Engov se o que se engole não é palatável.

8. - Mas poeta salterista e saudosista da era patrística, não tem nada positivo neste cenário? - Tem sim, amigo mentor: você, o cara que raciocina e não concorda e quer mudanças para ante ontem! 

9. A grande lista de deficiências não para de chegar no fax de vistas largas de concidadãos afeitos a bonomia de seu carácter bom e singelo, de seu aperto de mão, de seu gesto de paz e união querendo a pulso o mundo bom nas  incertas paisagens brasileiras.

10. A educação displicenciada, os educadores mal remunerados, a seguridade social sem lastro na realidade, o consumo incentivado no descontrole de sua voracidade de ter para ser, a ausência de uma política séria em que cada tostão amealhado nos impostos seja minuciosamente direcionado para melhorias efetivas à população super carente, aos jovens e idade provecta.

11. Em que cada morador de rua encontre o recaminho seguro para inclusão social sem peias e sem mãos de 20 por uma. Só pessoas imbuídas do espirito  mundo bom terão capacidade e ombridade de lidar com a riqueza das res publica sem chamuscar suas mãos e  nunca reservarem para si o que pertence a mais de 200 milhões em ação. Este traço indelével ainda  não foi visto e poderá vir a ser fato concreto, porque não?


12. Neste manifesto mesa de todos vamos lamentando com um olho no padre e outro ma missa, erguendo nossas vozes unidas para a felicidade do novo tempo que há de surgir na curva de uma estrada que não será dos inescrupulosos mas dos cidadãos realmente voltados para a leveza do carácter reto que não amealharão para si créditos na versão, mas a grandeza acionada de uma nação canarinha, cordata e de proporções continentais do tamanho de seu sonho latente.


13. Hoje parece fugir sub-repticiamente as reformas urgentes tal como, judiciária, tributária, política, florestal, e uma gama de outras que bradam regulamentação constitucional sem ferir o direito à vida, moradia, emprego, educação, propriedade intelectual e privada, liberdade de imprensa, temas candentes indeferidos no amálgama de negociatas de arrepiar o cabelo de mais de 200 milhões de brasileiros como frisamos alhures.


14. E vamos gastando o verbo na livre identidade do pensamento, alinhavando o que ouvimos de outras bocas lúcidas, de outras pessoas em cujos corações palpitam antes de tudo a brasilidade de origem enraizada no sentir forte de sua auto determinação, de sua labuta árdua nas cidades, campo e em todos os lugares que fizeram destes belos gestos a sua diversidade na unidade nacional. 


15. Agora a mídia ocupa-se de Feliciano como se o tema em questão fosse prioridade nacional. Ao estado de direito,  impuseram o de sítio, com  tonalidades impressionistas para há de se supor tirar o foco dos problemas que clamam soluções para ante ontem.


16. Ora a acreditar que o Criador in principio criou o homem e a mulher da argila fria e dotou-os de alma, razão, sentimento e fé com a missão paradisíaca de perpetuar a espécie e garantir a posteriori um lugar no seu reino do outro mundo. Para isso instituiu nos primórdios a família como célula tronco da sociedade.


17. E vieram os vagalhões, as ambições da serpente, o envolvimento com a mulher, a queda e expulsão do paraíso de delícias, o comer o pão com o suor de seus rostos desfigurados. Isto é para exemplificar e dizer que existe uma parcela da sociedade no mundo inteiro, a considerar a Igreja Católica são mais de 1 bilhão e 300 milhões de seguidores que baseiam no Evangelho de Cristo suas vidas e destino e isso já dura por mais de dois milênios.


18. Desconhecer esta força seria remar contra o tempo e seu idealizador maior a que chamamos Deus Nosso Senhor, que assumiu a natureza humana em tudo menos no pecado para nos elevar à sua condição divina. O crescei-vos e multiplicai-vos se encaixa como luva nesta perspectiva e o livre arbítrio o marco divisor de liberdade incondicional do gênero humano.


19. A Lei natural é clara e insofismável no que tange  a criação e por mais que os cientistas busquem com mérito e estudo a partícula de Deus, ela se esconde de seus olhos afoitos e continua impulsionando o universo no mínimo e máximo detalhes através do espaço sideral, nas folhas das palmeiras, no canto do sabia, no rumor do mar, na força das tempestades, nas sementes,  rios e regatos,  no sangue ritmado da raça humana.


20. Sem desmerecer outrem e outras instituições, movimentos e agremiações em torno da causa LGBT, acho que o Sr. Feliciano extrapassa de sua função ao invectivar o 'infinito particular' dos que preferem uma outra maneira de praticar sua sexualidade. Uma coisa é ter princípios, fé e razão na monção divina, outra é querer aparecer em meio a um tema complexo, delicado e de foro íntimo de cada cidadão.


21. Em última análise. meu amigo que me acompanha com bondade, o direito canônico ensina: 'de interitu soli Deo, somente a Deus pertence a alma e a vida de cada ser vivente que caminha neste vale de lágrimas, conquistas, afirmações e negações, a que fora palco historicamente e que será até o cair da última folha, até o derramar da última lágrima na face da terra.


22. Então infere-se deste raciocínio livre que o tema em pauta esteve presente desde os gregos, romanos, renascença, idade moderna e na nossa era pós tudo. Agora focar os holofotes nele como se o mundo fosse acabar seria desviar a atenção de assuntos urgentes da política atual, trêfega e sem rumos definidos. 


23. Dirão desinformadas estas rimas soltas, quiçá platônicas ou carregadas de lunações irreais. Alegro-me com esta interação e chegamos ao consenso que elas propõem de afirmar e negar no mesmo time e take. Desinformadas nem tanto, formadoras de opinião, menos, platônicas, sim e as lunações nelas contidas não são minhas mas exclusivamente da augusta paulistana.

24. Cabe neste momento de modismos sexuais em que artistas levantam a bandeira  LGBT impulsionados pela propaganda maciça, em que Feliciano polariza opiniões e agita os bastidores da politica partidária tendo em vista dividendos eleitorais, cabe reflexão, tranquilidade e tolerância de todos.


25. Podem estar certos de uma coisa, a revoada passa, o realismo fica, pois não podemos nos esquecer que estamos no finalzinho da era do caos em ebulição e todo o respeito às diferenças será bem vindo sempre e em todo o lugar. Nada de gueras visando implodir este ou aquela opinião. Os ativistas LGBT não arredarão pé, os héteros, no meu caso, continuarão com sua convicções, mas respeitando a vida alheia.

26. Sr. Feliciano esquece que vivemos num estado laico que não professa religião, o tema está na raiz bíblica e nem por isso flanamos como donos do mundo e impondo dogmas e canções transcendentais. O próprio Cristo já dissera: 'Si quiz venire post me, abneget semetipson, tolle crucem tuam e sequatur me. E mais: 'bem aventurados os mansos porque possuirão a terra. 
E o amai-vos uns aos outros..." É de autoria divina e não dos homens mortais e pecadores... que um simples giro do vento arremessa para longe da platéia embevecida de honra, poder e afirmação pessoal.

27. O mais seria conversa alongada pois o boi já há tempo dormiu, o peixe morreu no rio contaminado, a árvore secou, e a camada de ozônio miou. A COMPLEXIDADE DO TEMA ENUNCIADO FOGE EM MUITO DA POLÍTICA PARTIDÁRIA NACIONAL. O BRASIL PRECISA URGENTE DE REFORMAS, OMBRIDADE DE SUA DIRETORIA E NÃO DE DISPUTAS, XINGATÓRIOS, OFENSAS, INTOLERÂNCIAS. Vivemos num estado laico e não numa ditadura ferrenha e absolutista, vivemos numa democracia e não numa república da minoria em nome da maioria. Será?


28. A meu ver todo o âmbito da sexualidade é de jurisdição divina, já foi definido pelos cânones, tradição apostólica e pelos padres da Igreja. Segue quem quer na liberdade de sua decisão interior e bom seria que cessasse esta guerra inútil, que a política cuidasse de seu quadrado humano e vocacional e os LGBTistas  não se apropriassem mais dos símbolos cristãos.

29. A Igreja Católica não arrenda o céu a troco de favores materiais, ela não impõe seu parecer. ' ser ou não ser ' fica a critério de cada um. O converter-se ao Evangelho só traz um beneficio o espiritual da liberdade dos filhos de Deus e acena para um tesouro sem fim que nem as traças e os ladrões abocanham para si e a questão moral em seus cânones é cristalina e perene: a união conjugal legítima é a do casamento entre um homem e uma mulher para formar uma só carne, o que destoa disto são experimentos alheios `a natureza intrínseca do universo.

30. Aquele que detém o tempo e seus desdobramentos históricos percebe o movimento, os rins e os corações da moçada e a seu tempo serena as tempestades existenciais e direciona  a nau terra ao seu destino primeiro, não precisa-se de salvadores e legisladores em causa própria, pois tudo que tinha que ser escrito já o foi agora é a hora da vivência na liberdade dos filhos de Deus.

31.  O mundo se debate entre duas cidades no dizer do gênio inigualável de Hipona, santo Agostinho. Ele provara o gosto amargo de erros morais, depois buscara a felicidade sempre antiga e sempre nova e se rendera ao amor do saltério de dez cordas, a cidade elevada tornou-se sua morada e lá respirara aliviado e esperançado que um dia viria o mundo bom das certezas salvíficas.

32. Se vivesse hoje não estranharia os novos bárbaros, os conceitos mudados e tudo fora do lugar e do alto de sua competência sublime esperaria mais um pouco a chegada daquele que amaina ventos e tempestades, daquele que ao deixar-se crucificar no gólgota, justamente naquele momento atraiu a si todas as coisas.

33. Na era pluri vivencial dos nióbios quânticos não é de bom tom celeumar com irmãos nossos. Parece até que vão conseguir desviar os focos cabeludos nos setores da politica abocanhatista para fins obscuros desconhecidos por mais de 200 milhões de canarinhos. A que servirá? Não certamente ao Brasil brasileiro, mas ao quintal doméstico de uma turma que não representa o anseio geral da nação brasileira.

34. Sem crises, mas tristes, sérias, estas rimas se fundamentam em sua visão poética a que a grande urbe lhes franqueara gratuitamente, a que seus amigos através de confabulações lhes inspirara, a que as ruas da metrópole paulistana locupleta de contrastes lhes subsidiara. Chegam ao fim cabisbaixas, impotentes perante a conjuração de forças contrárias ao bem comum, e seu refrão toma tonalidades de abstração.

35. Se se posicionaram erradas, corrijam-nas, se carregam apreensões levitem-nas, se não ajudar em nada evite-as, mas se forem de bom agouro abracem-nas. Não apreciam Feliciano e sua empáfia política, nem o LGBT e sua dimensão sexual. Nem por isso chamam a si o direito de crucificá-los impiedosamente no primeiro poste da verbosidade hodierna, apenas afirmam que ambos estão equivocados e só o tempo soberano poderá oferecer a absolvição ou condenação devidas.

36. Longe delas e de seu autor mínimo tal pretensão descabida, apenas oferecem uma módica contribuição a este imenso universo on line da alta definição, carente de calor humano onde a matéria canta uma sonata divergente do espírito e o ter quer afirmar-se para ser o que não é e nunca vai conseguir ser. Na atual aglomeração frenética de ódios e amores descontrolados  entre Feliciano x LGBT só vão colher dividendos anti brasilidade as mentes propositalmente  assestadas em águas turvas previamente sondadas, não estranharia que tais intenções num futuro próximo se pulverizassem em discussões e mais interpelações vazias de significado e sem nenhuma ressonância na majoritária vontade popular.

37. Vou ficar com o grande pescador, o impetuoso Pedro do amor sem condições, que fora beber na fonte da água viva o motivo de suas deliberações, vou ficar  com Maria, Marta, Madalena, Dimas, Longino e Lázaro perenes. Vou ficar com o Mestre Jesus e suas canções de vida eterna. Eu passo e  me nego a fazer o jogo dos que perderam a fé no ser humano e na sua capacidade de regeneração.

38. Vou ficar com a bondade de João Paulo II, com a clarividência de Bento XVI e com a humilde sociabilidade de Francisco I. À Cátedra das cátedras volvemos nossos olhares de apreensão e esperança: 'Quo ibimus, só tu tendes palavras de vida eterna!'.

39. Fica o convite afetuoso para você que lê estas rimas e sintoniza com ela na liberdade de sua expressão lírica que se achegue do Cordeiro de Deus, daquele que tira  a maldade do coração humano e pode fazer de mim pedra bruta e de tantos outros, filhos de Abraão.

40. Neste momento encruzilhante da história, onde o mal se debate com o mundo bom, pavores absurdos pairam no ar, movimentação estranha de mísseis atômicos acirram a crise entre as Coreias, e dado a pretensão secular de poder e mando hegemônicos, a qualquer momento poderemos acordar e ver o cenário da humanidade redesenhado e o destino de nações num átimo de tempo comprometido ou estraçalhado por uma guerra vazia, perniciosa e sem sentido, igual à outras do passado.

41. À loucura e à ambição sem limites dos homens sobrepomos o auxílio divino e clamamos sem cessar em uníssono a todos os corações pacíficos: ' mane nobiscum, Domine! Quia advesperastis.' Já se faz tarde, muito tarde no horizonte mundial e nuvens densas cobrem a terra e mais uma vez os homens parecem não ter aprendido a sangrenta lição passada, e não ter percebido que somente fica um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas. E segundo nossa maior ou menor proatividade o tempo poderá ser adiantado ou retardado.

42. Mãos unidas, erguidas aos céus e que com sua energia expulsam  sangue, morte, maldição e destruição e espargem seu odor matinal que brota da paz universal dos bons. Mãos que se levantam em prece ao coração de um Deus manso e humilde para que venha outra era sintonizada  na benção do Fiat e no Amor sem limites.

43. Ah! o  porvir da Rosa Mística virá quando os pássaros começarem a enxergar novamente, os rios soberanos da harmonia universal se encontrarem num grande amplexo de paz. Ah! aí sim as rimas e as canções de Deus farão sua morada definitiva nos abismos sem casuísmos e não haverá mais lugar para desencontros e desencantos pois a luz empírica que emanará da criação renovada iluminará a terra, os mares e o firmamento inteiro.

44. E verão que lunações abstratas carregam sempre nuvens luminosas de unção espiritual, sinalizadas em ações concretas de um Grande Ser que todos conhecerão e cuja a glória a natureza entoará louvores de sonoridades desconhecidas hoje  em nossa era quântica dos neutrinos enriquecidos.

45. A humanidade finalmente desde a sua criação adentrará em nova terra, novo céu, novo tudo. Quebrados os selos, os segredos da psique revelados e sob o impulso do fogo do Espírito Paráclito a Rosa das Rosas desabrochará e sua face do amor total será revelada em todas as suas versões incomensuráveis e a verdadeira ressonância  da verdade, da justiça, da solidariedade, da paz e da harmonia social se manifestará aos quatro cantos do planeta terra.

46. Na moldura da época atual trincada, dissipada, desvairada, aloucada por tantos desencantos chorados, dias e noites atravessados de incertezas, nulas proezas, me penitencio a bom grado,   faço parte deste quadro, vimos assomar no horizonte uma fímbria de esperança, tênue e espessa mas real...

47. Ao conversar com tanta gente boa, homens simples do povo, magistrados ou não, jovens, universitários, profissionais liberais, religiosos, leigos, políticos idôneos, poetas, artistas, escritores, donas de casa, empresários, moradores de rua, trabalhadores da construção civil, serviços, autoridades civis e militares,médicos, enfermeiras, advogados, engenheiros, percebi um movimento d'alma favorável que suspira querendo mudanças, que anseia que a Mão Ancha restaure a pintura e seus contornos de um brilho totalmente novo. Por isso sei que soprará  na curva torta desta nossa história a brisa bendita na voz e melodia dos anjos arcanos para endireitar o caminho, o prumo, o equilíbrio entre espírito e matéria.

48. Se sou visionário não sei ao certo, não importa comigo ou sem migo o tempo pertence não aos coadjuvantes mas ao seu autor supremo, vivo, eterno, misericordioso e cioso do seu mesmo tempo que dá tempo e espera a hora certa do acorde final. A versão de Deus muitas vezes não é a pegada dos homens.


Helder Tadeu Chaia Alvim

segunda-feira, 8 de abril de 2013

malamem

malamem

1. Tem cada uma que a gente ver estampada na mídia - me refiro ao caso atual da Coreia do Norte - sua movimentação bélica, misturada com desentendimentos com a outra do Sul e a América de orelha em pé, apostando seus porta aviões em alerta total. 

2. Em tudo e por tudo acho que este mundo anda aloucado a não mais poder, enquanto uma cidade procura  a paz do Cordeiro de Deus, a outra semeia ventos da discórdia e demonstração de força, desconhecendo que existe uma energia que mantém os oceanos   na palma de suas mãos e contra a qual os nióbios quânticos enriquecidos não passam de brinquedinho de fogos de rojões em festa junina.

3. A matéria canta na partitura errada do poder, enquanto a alma acalenta a doçura do afago de uma Virgem Mãe de Nazaré bendita.Passam os céus, o mar, as montanhas, cascatas, pedreiras, estradas e vales, cidades e lugarejos mas a palavra do Mestre não passará: bem aventurados os mansos pois possuirão a terra.

4. Então a par desta rebordosa anunciada, que não sabemos quando vai deflagrar  de fato bombas de destruição em massa, ou se vai se aquietar na dança dos que detém os cordéis do mando, tudo é imprevisível, como o é a vida minha, sua e  a deles, pois já o sábio viu o poderoso se erguer, andou alguns passos olhou para trás e sua silhueta efêmera havia desaparecido completamente no horizonte...

5. Não sabemos a hora exata que as potencias do céu se abalarão, sabemos que antes virá o cumprimento das palavras do Pater integralmente: 'fiat voluntas tua sicut in coellis et in terra.'


6. Conheci um menino que morava no sertão de minha Pirineus adorada, e quando a sua professora indagou dele o que ele mais temia, respondeu, ah! professora do 'malamém'. Aquilo ficou na minha memória e hoje depois de muito chão explicito este sentimento contido no finalzinho do Pater: 'Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, amém.


7. Ouvi a história do malamem de Rauzito Machado e lembrei-me do sertão da minha origem humilde...

Helder Tadeu Chaia Alvim 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Manifesto Augusta: mesa 18

                                     Manifesto Augusta: Mesa 18
     
1. Gente sensata o que pensar? O que fazer? A rua mais paulista de todas está morrendo à míngua sem perceber. Um pedaço de São Paulo enclavado no metro quadrado mais caro da America Latina, nem por isso engrandece seu chão de outrora. Explico-me nesta ótica de um poeta minimo que reside por lá  mais de 20 anos, hoje ela está conceitual, na verticalidade de seus novos anseios esquece o que a popularizou foi justamente seu veio cultural intenso, sua valorização democrática aos artistas de rua e sua valiosa criação artesanal.

2. O corredor cultural: sonho que acalentou no passado parece estar cada vez mais distante de seus novos gostos e preocupações. Presenciei na segunda feira passada a administração pública solicitando a retirada do material confeccionado por dois artistas de rua que costumam expor seus trabalhos de primeira linha em uma  parede da rua augusta: Moisés Sousa e Fernando Chapeleiro.Ontem foi a vez do casal Fernando e Alessandra, artesãos - que tem um trabalho genial - serem abordados pela Policia Militar com a solicitação da imediata retirada de seu material de exposição.


3. Esta chamada neste blogger 365 dias de poemas  é um alerta e um apelo veemente em prol da arte sem fronteiras e sem coibições na rua que amamos e almejamos vê-la cada vez mais colorida de traços originais, cada vez mais paulistana e porta do mundo, cada vez mais charmosa e caminhando para a plena realização de seu sonho latente.


4. Querem matar um povo sem utilizar um cartucho de bala sequer? Minai sua cultura, sua alma, suas raízes e o resto ou seja a alienação incipiente se fará presente com sua inconsequência crassa! Será que os poderes constituídos, a sociedade, não enxergam a projeção da arte, a necessidade premente de sua convivência para a elevação desta  rua que já não pertence a uma parcela, mas que poderíamos nominar como patrimônio cultural do passado no presente com vistas ao futuro?


5. Uma rua como já presenciei, tantas vezes, tão tolerante, tão boêmia, tão acolhedora e cativante, que com um pouco de jeito, incentivo público e da iniciativa privada e com um toque especial de arte poderá transformar-se num CORREDOR CULTURAL  para a AMERICA LATINA.


6. Uma rua que guarda histórias, uma rua insone e barulhenta, uma rua que sabe reunir numa boa tão variados gostos numa junção perfeita da variedade na diversidade, qualidades tão importantes neste universo de contrastes e afirmações contrárias ao bom senso e a harmonia social, como estamos vivenciado nestes dias de caos em ebulição.


7. Então resta saber que rumos a Augusta quer? Que permaneça nela com livre trânsito o chapeleiro Fernando, o artista plástico Moisés, o moço do caleidoscópio, os livreiros,os autores, os artesãos Fernando e Alessandra, e outros mais e suas canções, ou o prevalecimento do concreto vertical sobre as mentes de um povo artista por natureza?


8. Uma rua fechada em si ou aberta para a arte autêntica destes bons moços que pleiteiam seu lugar ao sol como cidadãos do bem, antenados no mundo bom das certezas empíricas? Uma rua de livre trânsito e expressão cultural que valorize seus músicos do arrimo, artesãos do talhe, costura, literatura e letras soltas? Uma rua exclusivamente do burocrata concreto protendido ou, ou vale a pena frisar sem desmerecer outrem, uma rua também  de brilho, otimismo, afirmando as noções de sintonia, dado sua vocação inata de ser porta aberta para a Arte Total?


9. A questão maior, a meu ver, está num impasse, uma Augusta de raízes culturais florescentes aberta num corredor cultural solidário para todos? Ou uma rua anômala sem face e sem gosto? Acho que o senso comum escolheria se lhe fosse outorgado opinar por uma Augusta Solidária na Arteee!!! E você?


10. Ela viu passar outrora Plínio Marcos, Raul Seixas e está prestes a fechar seus olhos para a luz que emana dos novos artistas da cidade de São Paulo, a trancar seu coração para o novo movimento e-arte, quiçá neste momento crucial para a cultura onde a essência se pulveriza em interesses financeiros em prejuízo do consciente coletivo.


11. Em última análise se ficar o materialismo do consumo come, se correr a arte alcança. Então porque não optar pela segunda chance e cair nos braços da pacífica metamorfose universal, daquela oriunda do Autor da Criação que não assinou sua maior obra prima: a vida humana. Então amigos sensatos se concordam é  só  divulgar... divulgar... pois este texto pertence à coletividade na fôrça intrínseca de suas canções e ações.


12. Porque mesa 18 ? Indagarão os amigos solidários que por lá transitam e hoje tomam conhecimento deste manifesto aberto à população,à imprensa, às empresas estabelecidas e ao poder público, este último  constituído pelo sufrágio popular das urnas, que deve resguardar o bem comum e que comanda uma cidade extensa, próspera, sui generis, acolhedora e de repercussão internacional. No caso específico deixar rolar o talento dos artistas e mesmo organizá-los, apoiá-los, pois justamente onde o poder não chega a arte com seu tato e calor deixando por onde passa o frescor de suas manhãs, o zênite de sua graça e o aconchego de suas noites líricas.


13. Sim a ideia nasceu na mesa 18 de um bar  na Augusta e os poetas do guardanapo, frequentadores assíduos  do BH, entre outros: Canuto, Roberto, Custódio, Ludwig, Vinicius, Fernando, Débora, Aislan, Moisés, Paulo, Toninho, Felipe, Cicinho, Paloma e Paulo Henrique me inspiraram a redigir este texto que guarda o único escopo de difundir a arte de fato  e sua cultura de múltiplas manifestações.


14. O movimento e-arte não pertence a mim, a eles, mas encontra-se aberto a todos os cidadãos que repartem calor humano, compreensão, interatividade e anseios de uma sociedade livre, cordata, plugada no bem comum. E inserida nesta realidade cativante está a Arte com todas as suas variações na perenidade de suas canções em todos os tempos e lugares.


15. Os signatários deste manifesto não vão se arrefecer mediante a truculência daqueles que deveriam por direito e justiça apoiar esta e outras iniciativas que visam exclusivamente divulgar o nome e a essência de uma das ruas mais paulistanas da Metrópole de São Paulo, mais vocacionada para se tornar o eixo de ligação entre o passado no presente de um futuro promissor, onde a arte e as canções façam parte criativa de sua evolução e tragam acertadas soluções.


16.Tão bom seria que houvesse um consenso duradouro e eficaz na fala e ação dos que frequentam a Augusta que amamos e queremos ver cheia de garbo e beleza e não a situação atual de marginalização da arte em fatos concretos.


17. O corredor cultural, se implantado, daria rédeas soltas ao talento inerente aos jovens, adultos, crianças e suas composições e projetaria dona Augusta como polo  inconteste de cultura e a rua do mecenato  doméstico e internacional, protetora e incentivadora do mundo bom das certezas empíricas.


18. Enquanto isso estaremos na mesa 18 na pacífica e firme resolução de nos empenhar para que surja este dia do sonho: Augusta Solidáriaquando fará  sua travessia gloriosa para os braços da melhor de todas as possibilidades: a Arte Autêntica e Simples, sem composições que destoem de sua concepção primeva.


19. Somos de luta, somos da paz, somos da cidade, somos do sertão, somos brasileiros, somos sul americanos,  somos de todos os lugares, somos de todos os tempos, somos de todas as nações, gostamos de todos os sons, amamos todas as cores, abraçamos todas as diversidades culturais.


20. Há quem vá pensar, e  por respeito obsequioso à criação do poeta não irá externar o seu pensamento, mas no fundo achará ser inviável o projeto 'Augusta mesa 18' ora delineado e a espera da anuência de todos quantos amam a arte e as canções e fazem dela o objeto de um oceano de puras paixões.


21. Para refrescar sua memória e com o respeito devido peço vênia para prosseguir lembrando em traços gerais  a gesta de outros e outras ao longo da história e que hoje fulguram no firmamento da Grande Arte como estrelas de primeira grandeza e ninguém conseguiu fazer sombra ao que plasmaram no planeta chamado Terra.


a. Não fora Platão autor dos diálogos e a sua teoria das idéias responsável pela origem do pensamento? E Sócrates, filho de um escultor, o criador da filosofia ocidental? Também o romano Cícero, orador e grande propagador da cultura filosófica helênica não sacudira Roma com suas Catilinárias? e Catão não influenciara os romanos com sua obstinada frase: 'Cartago est delenda!' E a arte da hermenêutica não destrinchara 'Iliada' com esmero e satisfação?


b. E Camões não cantara em versos rimados a glória de um povo que à partir de promontório de Sagres com denodo, esforço e audácia conquistara os quatro mares e além... E Cid o campeador não é a menção bravia das terras de Espanha? 


c. Van Gogh, da Vinci, Michelangelo, gênios revelados da pintura não tiveram um começo   difícil e se tornaram geniais? e Joham Sebastian Bach, o homem das mil composições e sua busca primorosa pelo acordão perfeito, sofreu lá seus revezes mas triunfou na 5ª essência de seu talento?


d. E Tomás de Aquino em sua visão visum placet não alicerçara a matéria em forma concretas? E Agostinho de Hipona, gênio inconteste não sublimara o tempo em suas confissões séculos a fim?


e. E Isabel não aureolou os irmãos de África Bendita? E Euclides da Cunha não esteve pleno em escrever sobre o sertão brasileiro? E Machado de Assis não nos legou sua obra monumental e está no parnaso da imortalidade?


f. E Cecília não cantara magistralmente o silencio, amigo das coisas fugidias, no doce  delírio do seu sangue ritmado... E Laura Alvim na cadência poética não maravilhou seu tempo e abriu sua casa no Rio de Janeiro para hospedar a arte em suas composições perenes? E Chiquinha Gonzaga não afirmara a força e a supremacia da mulher muito antes do feminismo? E Elis Regina na fascinação de sua voz não cantou a arte sem igual?


g. E Plínio Marcos estreando seus passos no palco das plateias embevecidas não começara com uma mesinha na porta do Cine do Banco Nacional na Rua Augusta e depois rompera as barreiras de Brecht e Stanislavski?


h. E Raul Seixas, ícone merecido do rock nacional até hoje perdura em nossas mentes incitando todos aqueles artistas lúcidos a continuar a trajetória 'na voz que canta, na voz que dança tentando outra e outras vezes até atravessar a ponte, pois nada acabou.'


i. E hoje em dia o patrício, poeta e compositor Almir Sater não resgatou a viola de dez cordas do sertão iluminado em sua maravilhosa carreira musical? E o saudoso compositor Emílio Santiago não cantara o sentimento... de importância vital? 


j. É por isso que eu digo a gente não escolhe a arte, ela é quem escolhe com quem quer andar e  a partir daí as possibilidades se multiplicam, mas é mister um começo ou pontapé inicial e ter a sacada de afastar a pedra de tropeço... 


22. Meus amigos que me acompanham atentos, sem vocês não teria motivo e alento para expor sentidos sentimentos na ânsia calma de dizer se eles em carreira solo conseguiram o patamar, porque os Artistas Unidos da Augusta Paulistana não conseguiriam deixar sua mensagem e apresentar seus trabalhos de criação? 


23. Ah! é bom lembrar que um dia a inspiração  passou no caminho deles e eles tomaram posição, levaram solavancos, dormiram noites mal dormidas, muitas incertezas até amanhecer o dia de luz definitiva nos braços da melhor de todas as amantes: a doce arte!


24. Está ficando extenso o manifesto e vou tentar agilizar  pois de nada adiantaria palavras bem costuradas se batessem em seu coração, leitor que considero mentor deste texto, e não encontrassem a devida ressonância poética. Se  destas linhas não saírem a tão almejada conjugação de esforços em comum em prol da rua Augusta de nada valeriam.


25. Para o bem e para o mal sempre existiram pessoas que deram o primeiro passo, sendo que a história os julgará posteriormente  e categoricamente revelando seus rins e corações! A atual ação nasceu de conversas na mesa 18 do bar BH - (aliás a galera que trabalha lá está de parabéns e nunca vi tanta gente alegre e artista trabalhando junto.) Toninho e Carlinhos  que o digam!!! 


26. O mérito deste poeta mínimo que mora na Augusta por mais de 20 anos consiste tão somente em ter captado o anseio de todos e tentado traduzir em linhas mais ou menos rimadas sem perder a essência captada e elas pretendem na clara e insofismável direção de sua visão compartilhar a arte aglutinada em torno de suas múltiplas modalidades à moda de Hermann Hesse, quando vislumbrara o encontro da Grande Arte e sua função social na sociedade dos artistas unidos.


27. O tempo vai e carrega em seu alforje as boas ações dos homens e suas intenções de  abastança participativa e volta  em sua evolução contínua trazendo o resultado do plantio   despojado de lucros incessantes e no meu entender já que temos que viver, vamos viver com um motivo a mais sem curtir o pranto amargo, sem saber o que é solidão, vamos atuar e presenciar os pássaros enxergando novamente, os rios soberanos se encontrando, a amada rima fazendo sua morada nos abismos melífluos sem casuísmos.


28. No reverso a vida continua seu curso normal, afinal desde que o mundo é mundo a legião dos poetas cantaram seu canto, elucidaram seu pranto com arte, talento e engenho, qualidades que não tenho, mesmo assim me empenho em vender meu peixe, não nas tendas de célebres xeiques, mas no recôndito mil vezes suave de sua atenção.


29. O mais seria especulação, o mais seria uma manifestação sem lastro, o cerne exposto sem os elementos intrínsecos do motor que propulsiona in fieri a geração de artistas em todos os tempos e lugares, o mais seria o prego sem estopa que a curva do tempo apagou, o mais seria olvidar a função quase lúdica do engraxate Cicinho de alcunha sapatinho, de Felipe, o jovem a espera de valorização, de Messias, o repentista do triângulo, do prestativo Habibb das flores   augustosas  e tantos outros que o Corredor supracitado impulsionaria a correr pelos caminhos da realização.


30. No terreiro da Augusta vimos uma disposição da alma coletiva sinalizando a  saída honrosa para a harmonia universal que quer uma  Augusta em prosa e verso cantada, quer uma Augusta solidária, tolerante, bondosa, compreensiva e intuitiva como sempre foi e enlaçando seus artistas com o calor que é a sua característica secular. E quantos vierem a passar por lá poderão dizer: o futuro chegou, simplesmente e nada mais!


31. Sim, se fosse dado a esta Rua chamada Augusta falar e certamente diria na sua salutar e genial intuição prática, personificando seu dom de raiz cultural empírica: - Oh! Ciccillo Matarazzo, Cecilia Meirelles, Cora Coralina, Salvador Dali, Humberto de Campos, Di Cavalcanti, Oswald de Andrade, Drummond, Tarsila, Lina Bo Bardi, se me fosse outorgado fazer-lhes um pedido: seria que uns respingos de suas cores vivas tonificassem meu corpo e me transformassem  na Augusta pós moderna na voz e canto dos artistas do meu povo!


32. Assim vamos explanando o manifesto augusta  e a conversa nossa reveste-se de saudade pois foi muito bom eu ter falado exaustivamente e você ter ouvido pacientemente o que demonstra que a empatia surgiu na amizade deste longo e caloroso abraço de união em torno de objetivos comuns, amanhã será minha vez de confidente e para isso existe a tal mesa 18 estrategicamente posicionada na esquina de uma rua sem ambição de aparecer a não ser  com a intenção de espairecer...


33. A expectativa é grande e a esperança que a sã consciência prevaleça em meio ao caminhar apressado de pessoas das mais variadas expressões faciais, das mais diferentes condições sociais, gostos e opiniões que circulam noite, dia, madrugadas, manhãs. Pessoas com capacidade de interação incrível e coração aberto propenso em ouvir, olhar no olho do irmão em qualquer circunstância, guardando a individualidade de cada um.


34. A retomada do fazer artístico nesta rua exponencial seria o que de melhor se teria notícia neste panorama de desencontros que ora palmilhamos, uma retomada que englobaria a música, teatro, poesia, artesanato, literatura, artistas de circo, skatistas do esporte radical, pintores e outros artefatos na grande ciranda de versos em borbotões.


35. Nesta junção, diríamos perfeita, estariam de mãos dadas, ombro a ombro, mão a mão, coração a coração a harmonia, a paz, a solidariedade, a oportunidade para novos talentos, a revelação de veteranos da estrada do quilate de Adler São Luis, músico da 'substância rara', autor e compositor de nomeada, parceiro de jornada lírica, cabra bom e talentoso e outros amigos da Augusta que afirmariam e negariam na apoteose de conhecimentos adquiridos, na autoridade fundamentada em sua incrível brasilidade.


36. Assim sendo os poetas do guardanapo da mesa 18 do aconchegante bar BH se dariam ao luxo de observar o movimento calmamente e em seguida emitir em uníssono um grande salve de louvor e gratidão a todos que contribuíram para a realização permanente do sarau  lítero - artesanal - teatral - musical - circense gravado em traços indeléveis de cores vivas na tela que aconteceu... Seria a celebração do encontro entre o concreto e o abstrato numa cooperação sem precedentes na era quântica dos nióbios.


37. Mas, mas... se a ideia não vingar? Se os pássaros continuarem sem enxergar a luz? Se os rios do desencontro tomarem rumos diferentes? A rima terá desaparecido e restar-lhes-á um guardanapo para repartir entre si e enxugar as lágrimas destes poetas sem povo, voz e razão! Eles 'fecharão suas pérolas em conchas' e anotarão em seu caderno acanhado palavras de desolação sentida... Mais nada além de esperar os sinais do tempo soberano...


38. A rua mais augusta de todas se tornaria para eles, personagem de um romance que não fora escrito, nem vivido intensamente em seus acordes maviosos, claves de sol, paixões líricas e tudo o mais! Na melhor da poiésis  os arredores de uma cidade que não existiria concretamente.


39. Ou quem sabe uma partitura inacabada de uma canção desconhecida, a sonoridade não dirimida nas galerias do coração e na confluência triste da constatação os créditos na versão correta não seriam auferidos pelos mecenas em potenciais e os ventos da inspiração imigrariam  sim para outra região anunciando o início do fim... 


40. Acabariam, seu moço, as intuições de uma rua, suas canções de arrimo, seu brio de rimas acima de um momento que não será mais dela e sim do concreto sem a leveza do abstrato de sua alma ora desfigurada. 


41. Há de se supor que os vaga lumes solidários permaneceriam por lá brilhando na escuridão  das noites frias de incertezas para seu povo, sinalizando sem cessar aos retardatários do ter a travessia segura para Crisálida dos Pirineus. Já as rimas cessariam de existir pois fracassaram no sonho de fazer acontecer para ser...

  
                                            À guiza de conclusão

42. Não fora às margens do mar de Tiberíades que o Caminho, a Verdade e a Vida, o Cristo Senhor reunira doze iletrados pescadores com a missão quase impossível de difundir no orbe inteiro o reino do outro mundo aquele que as traças e os ladrões não abocanham para si? Parece paradoxal, mas não o é e transcorridos dois milênios de sol, poesia, chuvas torrenciais, acontecimentos os mais variados possíveis, hecatombes nucleares anunciadas, descrença generalizada, defecções espantosas na sua Igreja, o veneno de Louda Iskariotis tentando sufocá-la, embates externos de envergadura tal que se não fosse de jurisdição divina há muito que teria desaparecido como sói aconteceu com muitos impérios.


43. No entanto aquele que domina ventos e tempestades e conduz a barca do Grande Pescador soprada pelo vento impetuoso do Espírito Santo conseguiu amealhar seguidores, atingir a cifra impressionante de mais de hum bilhão e trezentos milhões de católicos no mundo inteiro e hoje está às voltas com a eleição do sucessor do Pedro de todas as canções.*Ao revisar este texto o sucessor do Grande Pescador calçou as sandálias do Poverello e se tornou o legítimo construtor da ponte entre a terra e o céu na esperança de aproximar a humanidade ao Sol de Justiça e proporcionar a ela, tão perdida o caminho de volta...


44. Na fala de Fernando Chapeleiro, o amigo interventor clássico da rua que amamos vou prosseguir, analisando o movimento: 'Nós não temos Amsterdã, Berlim, Melboure, Sevilha, Londres, Nova Iorque, Canadá, Moscou, Estocolmo, Porto, Buenos Aires, Paris? Porque não a Augusta Paulistana com sua presença mágica na polifonia de todos os sons? Ela parece nos dizer evolua, meu! O que você quer? Faça!'


45. Está falado, ou penso que estaria, na livre expressão, na liberdade de exposição vejo rascunhado no papel estas letras esparramadas que surgiram na sequência de conversas da mesa 18, na carência de uma rua que tem muito a oferecer, na cadência afinada de todos os sons, na expectativa sequiosa de algo inusitado qual donzela às vésperas de suas nupcias, que entende a arte, que sabe que ela existe por si mesma, que clama para que apareça impulsionada por mãos cheias de inspiração factual.


46. Portanto fica entregue aos amigos artistas solidários  da rua augusta o presente manifesto, em data vênia 18/03/2013 na mesa de idêntico número e parecer chancelado por mim e pelos signatários deste, meus chegados com quem procuro repartir o pouco de poesia que amealhei, uns tragos do cigarro de palha mineiro, uns goles da pinga do alambique e muito sonho na cuca para oferecer gratuitamente a quem possa parar e confabular na busca da trilha em si auto gestionada para a melhor de todas as ruas paulistanas.


47. O projeto cíclico encerra hoje sua parte I ou o tempo de rimar, e parte para a fase II intitulada divulgar e pretende continuar num estudo intensivo lançando as bases da fase III ou o tempo do fazer que definirá sua aplicação prática. São três frentes da mesma vertente e que pretendem envolver todas as pessoas de senso artístico que queiram participar e atuar no movimento mundo bom das certezas augustosas, no dizer do poeta e escritor chileno da atualidade Ludwig Henriquez Ravest, radicado no Brasil e por sinal autor inteligente e abrangente do enfoque Lítero - fotográfico da rua augusta: Paralelo 46 em co-autoria com a conceituada fotografa  das lentes intuitivas, Angela Pereira do Estúdio Photo by Angel e pela lente imbatível do fotógrafo Sergio Matta.


48. Passamos todos indistintamente, dado as mutações de um natureza em que a finitude nos é peculiar, podemos ser afetados pelas transformações aparentes mas no fundo gerimos  nosso destino e imprimimos nele nossa visão sem depreciar a criação do irmão em qualquer área do pensamento e da ação humana. No caso a Rua Augusta escolheu um punhado de artistas, tanto é verdade que no exterior se você cita São Paulo, vai encontrar alguém lembrando dela com saudade:' Ah! Rua Augusta, seu borborinho fora dos padrões normais, seu charme e tudo o mais!


49. Encontra-se encerrada a parte I e o poeta da espera se confessa  emocionado a mais não poder e o que o alegra sobremaneira é saber que a aplicação prática do manifesto é exequível  desde que o espírito abstrato que o guiou e o impulsionou estiver doravante presente nas mãos concretas que deferirão o projeto, na percepção correta dos organizadores, na performance dos artistas, no proveito do público. Se não houver a revitalização a partir da Arte, seu candor e voo será interceptado no concreto de outros andares calculados, na metragem que não é a sua cara.


50. Não sendo assim o melhor para a arte seria arquivar esta fala toda e deixar a  mesa  sede    18 vaga  para  os   olhares   fotoshopiados  ou   quiçá  para   os detalhistas  playbackianos; o melhor seria indeferir o sonho legítimo dos artistas, sonho este confiado aos cuidados dos signatários deste manifesto  e que carrega em seu bojo a determinação de servir a melhor de todas as damas: a arte pura, autêntica e simples que exige dos seus amantes o melhor de si mesmos.


51. Bem vindos amigos a uma parte do coração melífluo de uma rua ainda não visitada e que quer se revelar no Grande Encontro da Augusta em tempo real com todos os ritmos, todos os sons, tudo em todos num só lugar da Arte Total. O texto no formato apresentado é de natureza interativa, auto gestionária e consensual poderá ser divulgado na íntegra ou em parte sem a prévia anuência de seus signatários desde que preservados todos os parágrafos: na sua concepção, idealização e ideias originais.


* A intenção deste manifesto, muitos dirão platônico, e tenho que concordar em parte, seria tão somente de conselheiro cabendo aos braços fortes e práticos, dentro das leis constitucionais  vigentes exemplificá-lo  à exaustão do bem, como a Arte merece para o proveito de todos e felicidade do novo tempo global que se avizinha a passos largos...


52. Será dada a largada oficial em 18/03/2013 e será um longo caminho a percorrer, muitos tentames artísticos serão efetuados, muitas autarquias visitadas, muita proposta protocola,muito chá de cadeira, muitas cartas registradas, em mãos endereçadas, indeferidas, eletrônicas postadas, muitas portas fechadas, muitos serões aquentados,  cabeça fria versos em versos, confabulações variadas, olhares de aquiescências dos simples e humildes, singelas de cortar o coração  até vermos surgir a tão esperada melodia para o bem da arte e felicidade do novo tempo que há de vir... Amigos ufa!!! Não se ausentem pois pretendo agora encerrar a exposição exaustiva.


53.Teorias enunciadas começa a prática, junte-se a nós, encampe se lhe aprouver a ideia, acrescente seu parecer, apareça pois e será muito bem vindo, imprescindível se torna sua aliança com a arte, pois rimar é uma forma surpreendente de amar a rua entre todas augusta, eternamente augusta na voz e força unida dos artistas do povo!


** Confiada está em mãos de Ludwig Henriquez  Ravest, para a devida revisão e posterior divulgação 
que saberá empiricamente condensar os anseios dos artistas solidários da augusta paulistana, interagir com o poder público com empresas e cidadãos interessados em divulgar a arte pela arte e fazer do terreiro doméstico comum um mundo melhor.

54. É hora gente sensata de divulgar o pensamento dos artistas da rua augusta, interagir o entendimento pelas razões expostas, sem comparações, livre de competições, na franca e alegre arte de fazer acontecer, e qual seria a vantagem, não seria, estaria à altura do sorriso da dona augusta:  era preciso acontecer...


55. A cidade de São Paulo, herdeira de identidade artesanal parece não entender o movimento de outros países, estados e municípios da federação, municípios limítrofes, e a referência de Embu das Artes - cidade que valoriza e respeita seus artistas, suas criações organizados numa feira artesanal de fama rodada pelo mundo.


56. A cidade não referenda os anseios legítimos dos artistas do povo, fecha-se em si mesmo nos seus problemas urbanos colossais e esquece que nesta era da imagem instagraneada e conceitos tonais a arte poderia fazer a diferença em sua intuitiva harmonia do contraponto.


57. Mas dissociada da realidade atual no que concerne à comunicação instantânea compartilhada São Paulo se perde em sua pauta efetiva, mesmo detentora da fala discursiva se não mudar sua conduta não vai conseguir se manter por muito mais tempo conduzindo os destinos da nação brasileira.


58. Uma cidade grande de  visão tacanha, uma prática coerciva contra os artistas em nome de que? para que? Perdeu o seu tino universal de outrora e não entende o seu passado no presente com vistas aos grandes desafios do futuro.


59. E se a bandeira da arte for roubada de suas mãos? E se a aureola de mecenas imigrar para outra região? Então vai alimentar sua alma de cimento e será legada ao esquecimento da história e em sua fronte descompartilhada da realidade aflorará um suor frio e lânguido preâmbulo de seu fim iminente.


60. Se acordar de seu sono letárgico, sacudir a leseira mórbida ainda haverá chance de retornar ao zênite de sua vocação histórica de protetora e incentivadora da Grande Arte da harmonia na diversidade.


61. Se a arte torna-se visível pela criação de seus artistas então quem melhor para representá-la do que aqueles e aquelas que depois deles são eles sempre na intensidade de seu talento nato, na graça e leveza de suas intervenções públicas.


62. Se você que ao tomar conhecimento deste manifesto augusta mesa 18 e sentir que está em sintonia com os termos e conteúdo do mesmo envia-nos seu email  com um de acordo para seu nome  constar nas próximas edições  e poder participar ativamente e de fato das resoluções colegiadas que surgirão na curva da estrada que hora encetamos em prol da causa da grande arte na cidade de São Paulo, máxime na rua Augusta. 


63. No finalzinho da era do esboroamento geral da fuselagem, estes voos intermitentes registram oscilações e mudanças de rumos com a adentragem na era do Frather em que o inverosímel começa a mostrar sua face empírica, em que os parâmetros exatos perdem fôlego e as máscaras mundiais caem sem cerimônias, indiscutivelmente a ressonância estará a serviço do fluxo natural totus in totem resgatará sonhos legítimos e os trará para a pauta do dia.


64. E a bela dama esquecida voltará a ser entronizada no coração de seu povo e devolverá a ele o que ciosamente guardou, sua expressão lírica, sua harmonia do contraponto entre a fé e a razão, sua metamorfose concreta em sua expressão abstrata.


66. Deixo-os com uma benção Irlandesa simples:' Que o vento possa soprar suave em suas janelas, que a chuva possa cair branda em seus telhados, que Deus possa nesta Pascoa te-los na palma de suas mãos, até que nos encontremos outra vez...'


67. Sonhos, sonhos... na fala de Flavio Lorena: ' Sonho é um desejo d'alma n'alma a adormecer. E no sonho a vida é calma, é desejar para ver. Tem fé no teu sonho, teu lindo dia há de chegar,' oh! augustosa.' Que importa o mal que te atormenta, se o sonho te contenta. E pode se realizar...' E tu chegará ao exato ponto de equilibrio entre o concreto e o abstrato oferecendo respostas, muitas respostas certas aos seus problemas reais...


68. E em pensar, nobres, plebeus, gênios, simples e cultos que em terras de Manuel Antonio Vieira seria uma trilha de burros a origem da Rua Maria Augusta lá pelas calendas de maio do ano de 1876, depois vieram a luz elétrica, os bondes, carros, zoeira. E hoje a dona Maria Augusta continua e continua e ela não precisa da gente, soberana, sobranceira, acolhedora, meio maluca, meio chique, esbanja glamour, diversidades, baladas, cinemas, decoração, cafés, bares ao longo de seu perímetro urbano vertical.


69. Não envelhece seu espírito, inspira seus poetas, afaga seus artistas, melhora suas curvas, maquia-se em várias faces, e como defini-la em uma só palavra: camaleoa da noite paulistana. Assim termina o manifesto augusta mesa 18. Acordei no outro dia com a sensação estranha e indefinida de naquela ocasião ter sonhado em vão! Será? Só o tempo poderá deferir ou não o anseio dos artistas solidários da mais  augusta de todas as ruas paulistanas.



                               Ao epilogar parte i...


70. Porque tantos traços, tantas letras registradas? Se elas todas se perdem no vazio de um quase nada! Porque tantas noites mal dormidas, tantos espaços preenchidos, tantos motes variados que buscam e não encontram o eco desejado? Porque escrever até ao amanhecer e constatar que por mais que se faça estas  estas linhas encontram o riso disfarçado de anseios vãos , anseios sem volta daqueles que se entregaram aos deuses dos olimpos modernos?  Porque o poeta teima em insistir se o mundo consiste em ter em prejuízo do ser! Encontrarão estas rimas um coração singelo? Aquiescerá a sua sina bendita? Ou se diluirão incompletas neste extenso e inacabado universo dos versos soltos! 


71. As interrogações pairam no ar, os sinos de finados tocam, as mãos trêmulas do Indicado  mal e mal confundem suas variações. A homenagem se encerra, finda-se na expectativa não reconhecida sem uma rosa de obséquio. Os versos interrompidos jazem no fundo da noite sem uma mortalha sequer, sem uma lágrima deixada, sem um último torrão de terra em seu rosto sereno.


72. Ou, ou rediviva, Dona Maria Augusta entoará seu canto perene, suas canções maviosas de outrora em uníssono com corações quentes e solidários? Estas formulações abstratas procuram  e procuram respostas no chão, ar e mar  das reticências...


                                      Ao epilogar parte ii...


a. Está falado, até exaustivamente explanado o tema Manifesto Augusta Mesa 18 na livre e transparente liberdade de expressão, entregue em  mãos daqueles a quem possa interessar, um texto elaborado a partir de conversas profícuas na supra citada mesa, com o escopo único a que pertença doravante a todos.


b. A abertura e-arte  em suas alíneas propostas tenta ser a expressão dos artistas do entorno Augusta, e espera dias melhores para a Arte Total, e encontra-se com a disposição de serviço, de diálogo construtivo, de somar palavras, gestos, ações, anseios coletivos em muitas versões, sem reservas de domínio, espera assim trazer ao bojo desta rua iluminada pelo seu passado a discussão e prática lúdica para o bem comum, harmonia social e inclusão dos artistas de rua ao contexto atual da Augusta vertical, da Augusta que renasce com fígado reconstituido no concreto de seu novo tempo, sem olvidar a Arte em todas as suas formas de expressão.


c. O movimento nasceu mimado qual criança esperada pelos seus pais e pretende desenvolver-se  cercado pelos cuidados de seus genitores no terreno fértil e favorável de uma rua em priscas eras aleitada e que hoje se debate entre o velho e o novo tempo.


d. Emocionados, o poeta da espera em comunhão com seus signatários aguardam sua aplicação prática sem pretender créditos na versão enunciada, eles enxergam a viabilidade do projeto se... se o espírito abstrato que o guiou estiver presente em cada linha, em cada palavra, em cada ponto do pretendido de antemão.


e. Entregue está em mãos concretas para atravessar as cachoeiras que o tempo soberano lhe outorgar, e o fio condutor está patente nos 72 parágrafos , sem querer regulamentar o seu desenrolar no universo poiésis, em seus fundamentos líricos, em sua base ratio in factu afirma não autorizar nenhuma fala de carácter politico partidário, nenhum discurso ofensivo e de baixo calão, obsceno, discriminatório, intolerante e reserva o direito e obrigação de regular sua essência e exposição in natura artis.


f. Em tudo e por tudo não pretende ser um movimento de contestação inconsequente e por isso se bate pela afirmação peremptória da realização das idéias no seu formato original sem deturpações, um fazer da arte total e-consensual de forma interativa que busca tão somente o equilíbrio entre o concreto e o abstrato, a quem diga ser uma releitura da arte contemporânea a partir dos olhares dos poetas do povo.


                                       ao epilogar parte iii


g. Encerrou-se a parte discursiva e a organização e parte logística ficará a cargo de Ludwig Henriquez Ravest e sua equipe para as devidas providencias junto a autarquia, poder público, privado, associação de bairro, comunidade, patrocinador e apoiador, tendo sempre em vista a ideia original do manifesto augusta mesa 18, a arte total e suas múltiplas manifestações na cidade de São Paulo.


h. Acreditamos ser do interesse da sociedade paulistana tais ações propostas aos órgãos competentes para sua regulamentação que visam primordialmente  tirar os artistas e suas criações  da clandestinidade a que se encontram e devolver a eles o lugar a que fazem jus pela sua competência e condição de cidadãos.


i. Ou a sociedade se abre para esta nova monção da arte total ou... 'ou voltará a dormir sem ter acreditado em sua própria grandeza...( Saint Exuperry) ' O concreto e o abstrato poderão coexistir sem crises, basta querer...


j. Quanto a mim, poeta minimo vou continuar explanando versos numa rua paladina das cores, artesã das flores, para ofertar ao parnaso dos pensamentos soltos... Muito boa sorte a todos os que compraram a ideia e veem nela a saída honrosa para a rua que amamos e se tornou em nosso coração a mais augusta e querida de todas.




São Paulo, 19 de Março de 2013


          Signatários


Ludwig Henriquez Ravest, escritor, poeta e tradutor

Fernando Ribeiro, manufaturista e cameraman 
Moisés Sousa, artista plástico e pintor
Débora Prado, bailarina clássica e contemporâneo
Aislan Passarela, ensaísta e produtor cinematográfico
Fernando Lira e Alessandra Barbosa, artesãos
Rauzito Machado, designer e divulgador cultural
PH Jesus, did geman
Canjerana Alvim, poeta minimalista

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