quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sintonia para Frederico

Anotar no papel o silencio vago,
sentir as horas que em movimentos soltos se escoam, céleres voam,
parar pensativo, retomar a escrita, palavras não ditas, apenas sentidas...
Onde estará a sintonia perdida?
Interrogo ao silêncio, ele não responde,
grito bem alto: Onde você se esconde!
- Sintonia! Nada!

Pesares sentidos,
andares longes,
tempos indecisos,
perigos imprevistos,
realidade em fuga,
cidade dormente,
harmonia ausente.
Basta!

Esperar que a demora não prevaleça,
fazer coro aos poetas do povo,
insistir com leveza ensaiando decoro,
pretender alcançar resposta a esta sinonímia vertiginosa.
Socorro!

Pensar igual, querer semelhante não é o bastante,
mal estar sanado, finanças acertadas, não são suficientes,
quando ausente de pouco adianta vislumbre, glamour, não há humor que aguente.
Perplexo averiguo o tempo, a vela está por um fio,
o que restara, um tênue pavio no seu lugar instauraram o bruxuleante vazio.

Agora, somente agora entendo a situação, a falta que a sintonia faz,
fiquei sabendo que a expulsaram, reduziram-na a trapos, assinaram seu obituário.
Se ela reviver talvez consiga nos dizer o caminho acertado a trilhar.
Ela é mãe obsequiosa, esquecerá dores passadas,
carinhosa, reverterá a vida em cores,
sensata, consolidará nossos bons humores.

Com a ausência demorada resolvi fazer este apelo incisivo,
volte o quanto antes, oh! sintonia!
O mundo perdera seu brilho e urge do seu equilibrio.

Helder Chaia Alvim

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Dias de Sol e de Chuvas também...

Infância de folguedos, de inocencia, sonhos e ar fresco,
tudo trazia um significado,
primos bem educados,tios bem humorados,
irmãos adorados,
papai e mamãe cuidando primorosamente de seu recado
Dandão que nos recebia em Itaperuna, belo achado,
era sinônimo de férias inesquecíveis, andávamos na linha do trem,
no bairro da Reta, as bolachas caiam bem. Tios Carmélio e Edinha,
atenciosos e carinhosos.

Nas matinês fantasiados, o papagaio que cuidava dos vinténs,
recordações, confabulações sem fim, Lady Mathildes, uma avó e tanto,
muito devota do Coração de Jesus, confeccionava chinelos de sola,
acabamento que era um espanto de perfeição.
Dela recebíamos muita afeição, que até hoje emociona nosso pequenino coração.
Tio Totonio e Tia Elza, sempre atentos, nos obsequiando a todo momento
Muitas coisas teria a relatar, mas preciso encerrar este capítulo
e a jornada em ritmo sequente deve continuar em nossa mente.

E no retorno para a serra dos Pirineus, mais façanhas nos esperava...
caminhos ínvios, chuvas torrenciais, ao atravessar o Morro do Padeiro, o ônibus jardineira
munido de correntes nos pneus traseiros, enfrentando aquele barreiro.
Tio Jorge, condutor exímio, no volante, melodia andante, sabia o que fazia, nossa mãe implorava
de joelhos aos céus, à Patrona Bendita, que guiasse o motorista da Auto Viação Rio Ita,
pois uma manobra desajeitada e todos iríamos para o precipício,
felizmente tudo acabava bem, sem prejuízos
Hoje, DEPOIS DE MUITO CHÃO posso desfiar as memórias e o sabor que a
existência trazia, AS HISTORIAS QUE TRAGO NA MEMÓRIA...

Helder Chaia Alvim
Poeta minimalista

Lembranças x Avalanches

A sensação do vazio me invade, persuade a insignificância, quando me dou conta tudo adormece
no pluralismo de avalanche medonha.

Tento entabular idéias, semear flores
encontro contradições e dores,
a minha vida se esvai e nessa evasão descontrolada
as potencias de alma resistem
personificando a infância ensolarada.

Me encontro de calças curtas,
pescando no rio neblina
me entusiasmo com pequenas coisas
o coelho saltitante, a coruja muda
o céu claro, o horizonte avermelhado,
a azáfama dos colonos, o cruzeiro iluminado...

Porque a gente envelhece, oh! Deus!
Tudo se desvanece, a luta pela vida caleja a existência,
embota a alma simples, desbota as cores
que outrora eram vivas, hoje, depois de muito chão,
cinzas se apresentam.

Ah! se pudesse parar o tempo, meu irmão mecenas,
por um minuto apenas,
volveria à Pirineus bendita,
lá no doce aconchego de minha gente amada,
me refugiaria das intempéries, não correria mais atrás das vaidades,
apenas contemplaria aquele cenário de verdade,
abraçaria aquele povo, diriaoquanto de riqueza eles representam hoje no meu imaginário.

Agora, Googlenses, me sinto melhor, as reminiscências me trouxeram a paz e tranquilidade
perdidas e vejo que tudo valeu a pena, embora a insignificância persista, as lembranças são mais
fortes e me sustentam contra as avalanches da sorte.

Helder Chaia Alvim

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Amplexos

amplexos

Dia doze amanhece nublado, sem chuva, ar parado, temperatura controlada, feriado nacional. Os romeiros em Aparecida, rendendo homenagens à Sagrada Ícone, bendita do Brasil Patrona, isto me emociona, coração do mundo bate mais fundo, acumula bençãos, estende seus braços em amplexos variados.

Mãe farol que nos guia no mar agitado da vida, que olha e peregrina em meus anseios, dúvidas e crenças de menino. Último outubro do século incrédulo, cego, cético que incerto caminha, desalinha e trôpego se avizinha de uma outra era que espero seja de harmonia, acertos e sôfrega de sintonia.Sem mais, Mãe, Virgem Maria a sua benção a este filho que escreve estas humildes linhas.

Na hora presente eivada de tantas e tamanhas aleivosias, no mundo, na politica, na sociedade, no ser chamado homem. Crises se avolumam no horizonte, nuvens toldam a visão correta da realidade, nos lembramos de nossa infância saudável no colo de nossa mãe e repetimos: ' mãezinha do céu, eu não sei rezar só sei dizer que quero te amar!Azul é teu manto, branco é teu véu, mãezinha,  eu quero te ver lá no céu. Mãezinha do céu , mãe do puro amor, Jesus é teu eu também o sou!'

Então nos resta uma saída espetacular, que seria direcionar nosso coração Àquela que se tornou por direito e eleição a condutora dos destinos na Terra dos Homens, ecônoma divina, que detém o cordel da história, mediadora das graças e movedora universal do espirito de luz.

E sua intervenção se faz necessário, ainda mais quando se encontra o planeta sem direção, confuso e cheio de problemas e intolerâncias, ódios, guerras e tumultos agnósticos e tremendos.

Quando se faz tarde, muito tarde, e a rebordosa se aproxima com ânsia de noites insones, e maldades deliberadas contra a paz, a harmonia e o bem querer mundiais. se posicionam na soleira desprotegida da humana raça.

É, Mãe de Deus, mãe dos homens, mãe de todos nós, a quem iremos? Volvei seu olhar de misericórdia e salvai-nos para não perecermos na mão da serpente infernal. Enviai teus anjos arcanos, o Espirito Paráclito para a realização plena do mundo bom para todos!

Helder Chaia Alvim

sob o signo de Math

                                       sob o signo de Math

1. Pensei em parar de escrever. O motivo é simples, é tão difícil fazer chegar ao semelhante um poema, ao contrário, outros temas relacionados ao consumo têm marketing garantido, agradam na marca e são televisivos. No entanto insisto não sei porque, talvez seja para extravasar sentimentos, buscar um ponto de equilíbrio à minha volta, deixar que a inspiração norteie o senso crítico ou será uma doce revolta, não acredito!


2. O fato é que quando escrevo os bons fluídos protagonizam dramas, as horas quietas da madrugada deslizam brandamente... O papel, antes de um tom gipseo, aos poucos se reanima e as rimas aqui e acolá reluzem, o poeta as saúda como de costume. Ah! elas não mentem, as divas notívagas vêm fazer companhia aquele que as cria, auscultar o horizonte vazio, os sonhos perdidos e tudo se transforma em lúcido sentido.

3. Quem sabe nas curvas do destino o poeta seja entendido, seus versos compartilhados à mesa para alimentar a alma, fortalecer as veias de um mundo em polvorosa. Esta foi a melodia do silencio em uma noite de clemência que chegou com insistência aos meus ouvidos e voltei a escrever para espairecer...


4. Agradeço a benesse ou dádiva que inspirou estes versos, singelos na forma, mas que representa um oceano de alegrias e conforta o coração cansado de um pobre poeta, acostumado a sonhar de olhos abertos, despertos... e almeja outras noites de clareza, se assim for do agrado das rimas benfazejas.


5. Ao alvorecer elas se retiram, uma sensação calma paira no ar, perdura durante todo dia. Velaram à noite, idealizaram de monte, colheram na fonte um rumo consoante para o semelhante, onde o néctar da poesia o embeleze, pois não carece de fantasia. Feliz e santa Páscoa das certezas empíricas de 2014!

6. É manhazinha de uma quarta feira especial e santa, pois a Igreja se prepara para as cerimônias e preces direcionadas com fervor e unção na recordação da Paixão, Morte e Ressureição de Cristo Senhor. É um momento de reflexão para aqueles que tem fé e não se deixaram levar pela onda avassaladora que varre a civilização cristã, no intuito velado de minguar na alma da humanidade a sede sequiosa de vida eterna, daquela realidade incomensurável de que falam os santos e que canta a liturgia em pauta.

7. Amanhece na terra de Marataízes mais um dia, e este humilde poeta que lhes escreve, no aconchego do lar de minha querida irmã Math, me  despeço de todos com um grande abraço fraternal e nos veremos se Deus assim aprouver na esquina de um outro dia para continuar a idealização encetada neste blogger interativo... Até breve, sendo que cada breve tem seis meses...

8. Enquanto isso no silêncio de uma prece os recomendo ao Pai das luzes que de uma cruz ignominiosa realizou o mais belo gesto de toda a história humana e nos deixou sua mãe aos cuidados filiais de São João Evangelista para o bem maior de todos e felicidade de um novo tempo pateriano.

Abraços de união,
Marataízes, 16 de abril de 2014

Helder Chaia Alvim

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Habitat da doçura

1. A maior prova da existênciade Deus é a vida humana, esta passa, aquela continua eterna. Vejo num humilde flash minha trajetória de criança com seus folguedos, semblante alegre, céu colorido, a adolescência e suas descobertas, anseios, crescimento e algumas responsabilidades.

2. A idade adulta onde as vaidades se desfazem igualzinho bolhas de sabâo quando levadas a esmo pelo vento. Hoje me encontro escrevendo alguns traços, cabisbaixo, apreensivo, solícito,confiante. Deus existe e rege bondosamente meu destino e do semelhante e de quebra se dignou conceder ao poeta alguma inspiração, assim ele rascunha versos, baseados no equilíbrio, permeados de compunção.

3. Dessa maneira agente vai vivendo com um pé na realidade e outro na emoção, agradecido ao mestre da vida a benesse que plasmou neste mundo tanta coisa bela, tanta perfeição. Pergunto como pode haver descrenças, violência, mal estar generalizado?

4. Olhemos à nossa volta a inocência das crianças, o esquilo saltitante, a borboleta esvoaçando cores, o cão dócil ao seu dono , os astros na simetria de sua evolução e supomos que o Autor Divino esbanja alegria solta que brota em forma de oração.

5. Deixemos de lado aquilo que nos sufoca e amargura, vivamos na inocência pura, na lisuram requerida e num passe de mágica o mundo se tornará o habitat natural da doçura e compostura.

Helder Tadeu Chaia Alvim

Um Santo Brasileiro

1. A memória de Frei Galvão atravessou séculos, imponente, simples, clarividente. O fenômeno de santidade hoje se revela nesta cidade atraindo fiéis de toda parte. Sua presença é atual, necessária, premente num mundo descrente.

2. No silêncio do claustro abençoado, heroínas da abnegação, suas filhas e monjas consagradas seguem de perto os passos do seu fundador, paladinas das rogações, amparo de nossas petições, lá no acolhedor Convento da Luz.

3. O bem sempre vence o mal, santo canonizado, continuará a estender o seu olhar compenetrado por todo o orbe, à partir da Catédra de Pedro, o outro Cristo na terra, Ele homologou a vontade divina, em visita recente ao Brasil de Frei de Santana Galvão, e a sina bendita continuará a expargir santidade e bondade em todo lugar.

4. Feliz de uma nação que tem proteção, em atenção à sua vida ilibada, Cristo, Senhor dos tempos continuará em ritmo atento pela mãos de sua Mãe Santa a difundir muitos favores.

5. Que alegria e júbilo incomuns pairam em terras brasileiras, máxime em São Paulo altaneira, pois aqui viveu Frei Galvão, impar na santidade, homem santo de dons incomensuráveis,elevado para nossa grandeza à honra dos altares.

6. Hoje é seu dia, não esqueçamos de pedir-lhe proteção para o Brasil de tantos percalços e contradição, que se afastou da luz divina e atraiu para si as injurias de uma política corrupta.

7. Que ele volte a trilhar o caminho certo, aquele que Galvão inseriu no planalto de Piratininga ao seguir de perto as pegadas do Deus Crucificado por amor aos homens, justificado perante ao Pai.

8. O tempo vai mostrar a alegria do retorno da nação brasileira às sendas do bem, para a felicidade de um porvir que o santo Frei escreveu na clarividência dos seus milagres, bilocações e levitações.

9. Ao 'conselheiro de fama, pacificador das almas e das famílias, dispensador da caridade...', no dizer de Bento XVI, volvamos nossos olhares e tudo se arranjará... Viva santo Antonio de Sant'ana Galvão hoje e sempre.

Poesias Arcanas, verso 19-cap.4
Helder Tadeu Chaia Alvim

O cacarecado x ativismo do senso comum

  O cacarecado x ativismo do senso comum O momento estonado traz um viés de tudo ou nada, uma espécie de negação das verdades absolutas em p...